'Michael': cinebiografia de Michael Jackson evita polêmicas, mas emociona com recriação de shows e clipes

 

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A nostalgia e os fandoms estão em alta, e a indústria aposta em filmes com esse apelo. “Michael”, cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua e estrelada pelo sobrinho do cantor, Jaafar Jackson, confia em ambos para atrair o público.

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Nesse aspecto, o longa é um sucesso. “Michael” se concentra na primeira fase da carreira do cantor, da formação do Jackson 5 (na versão menino, ele é interpretado por Juliano Valdi), passando pelo início de sua carreira solo e o lançamento de “Thriller”, terminando com os shows da turnê “Bad” em Londres, em 1988.

Jaafar, em certos ângulos, é a cara do tio e, dançarino que é, consegue reproduzir bem os passos de Michael. A decisão de contar a história por trás dos grandes hits do rei do pop, mostrando as canções por inteiro, é tiro certo para agradar aos fãs e saciar a nostalgia de quem viu a ascensão do astro com os próprios olhos. Em 1982-1983, parecia não haver ninguém na Terra sem “Thriller”, o álbum mais vendido da história. Assistir a tudo isso na tela grande – se for IMAX, ainda melhor – é emocionante.

Quem não sabe muito da trajetória e espera conhecer mais deve se decepcionar. Com pouco mais de duas horas para cobrir 25 anos, o longa salta de anedota em anedota, deixando lacunas que só os grandes fãs conseguem preencher e escapando das polêmicas. É uma cinebiografia chapa branca, aprovada pelo espólio. Segundo a Variety, “Michael”, que originalmente terminaria na primeira acusação de abuso sexual, em 1993, teve extensas refilmagens pois um dos acordos barrava sua menção em filmes.

Como cinema, “Michael” não é grande coisa. Até os shows e videoclipes poderiam ser mais bem filmados. Mesmo assim, os fãs vão se deleitar de vê-lo ou revê-lo jovem, no auge de sua carreira. O filme termina com a promessa ou pelo menos a abertura a continuações. Pelo sucesso que deve fazer, elas devem estar garantidas.