MGI autorizou nomeação de 24.139 pessoas no serviço público desde 2023

 

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a nomeação de 24.139 servidores públicos federais desde 2023, segundo dados do Painel de Provimento de Pessoal. A medida faz parte de uma estratégia de recomposição da força de trabalho no Executivo, após anos de redução no quadro funcional.

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Entre 2016 e 2022, mais de 70 mil servidores deixaram o serviço público federal. O movimento continuou nos anos seguintes, com a saída de outras 16 mil pessoas entre janeiro de 2023 e março de 2026. O impacto acumulado dessas perdas reduziu a capacidade operacional de órgãos públicos e ampliou a necessidade de reposição de pessoal.

Com as nomeações realizadas desde 2023, o saldo atual é positivo em mais de 8 mil servidores no sistema. Ainda assim, o governo estima um déficit de aproximadamente 62 mil profissionais no Executivo federal.

Segundo a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, a recomposição ocorre dentro dos limites fiscais e com foco em áreas consideradas prioritárias.

— Estamos recompondo a capacidade do Estado brasileiro de prestar políticas públicas —, explicou a ministra para o programa Bom dia, Ministra.

Parte desse processo está associada ao Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), criado para ampliar o acesso às vagas no serviço público. O modelo levou a aplicação de provas para 228 cidades, reduzindo custos logísticos para candidatos e descentralizando a realização dos concursos.

A iniciativa também é apontada pelo governo como um fator de mudança no perfil dos ingressantes, ao ampliar a participação de candidatos fora dos grandes centros urbanos. A expectativa é que a recomposição do quadro, aliada à ampliação do acesso aos concursos, contribua para melhorar a prestação de serviços públicos e reduzir gargalos administrativos acumulados nos últimos anos.

Maria da Guia lembra exatamente onde estava quando percebeu que a vida tinha mudado. Em Floriano, no Piauí, entre as tarefas do dia e o cuidado com as duas filhas pequenas, a notícia da aprovação chegou como uma virada silenciosa, dessas que reorganizam tudo por dentro antes de qualquer mudança visível por fora.

— Se não fosse essa política, provavelmente eu não estaria aqui —, ela diz hoje, já instalada em Brasília, onde assumiu o cargo de Analista Técnica Executiva no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

— Pude fazer a prova perto de casa, sem gastos excessivos e sem precisar deixar minhas filhas —, declara.