A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta segunda-feira que o governo exigiu das autoridades dos EUA evidências de que tiros em direção a funcionários americanos de serviço na região tiveram origem no lado mexicano da fronteira. Segundo Sheinbaum, nenhum incidente dessa natureza foi detectado pelas forças de segurança do México. Leia também: EUA testam tecnologia antidrones na fronteira com México em meio a ameaça de cartéis EUA usam lasers para derrubar 11 drones de cartéis na fronteira sul com o México EUA levam ‘guerra ao terror’ contra cartéis para alvos em terra
“Pedimos provas porque não temos nenhuma evidência”, disse a presidente mexicana em entrevista coletiva diária. Segundo ela, nenhum integrante da Guarda Nacional, do Exército ou da Marinha detectou tiros que tenham sido disparados do lado mexicano da fronteira em direção aos EUA.
As declarações foram dadas no dia seguinte ao embaixador dos EUA no México, Ronald Johnson, ter publicado no X que “tiros foram disparados contra efetivos da Guarda Costeira dos EUA” em uma área de fronteira entre Tamaulipas, no México, e o estado americano do Texas. Ainda no domingo, o México anunciou o envio de tropas da Guarda Nacional e do Exército para uma ação conjunta conhecida como “Operação Espelho”.
O incidente ocorre no momento em que EUA e México aprofundam a cooperação em segurança, apesar de Sheinbaum ter rejeitado, diversas vezes, qualquer forma de intervenção militar no país.
“Não tivemos evidências de que tiros foram disparados na região, mas para evitar que algo assim aconteça, realizamos a Operação Espelho” na área de fronteira mencionada, disse a presidente mexicana.
Valor