México e Peru restabeleceram suas relações diplomáticas nesta sexta-feira (7), rompidas desde novembro por decisão de Lima, que denunciou ingerência por parte do governo de Claudia Sheinbaum.
As Chancelarias dos dois países informaram a decisão num comunicado conjunto.
No centro da ruptura estava o asilo político que o México concedeu a Betssy Chávez, ex-chefe de gabinete do ex-presidente preso Pedro Castillo.
Sheinbaum informou diariamente em sua coletiva de imprensa que Chávez recebeu o salvo-conduto e estava prestes a chegar ao México.
Era uma condição de seu governo para retomar os vínculos.
A relação começou a se deteriorar após a queda e prisão de Castillo por sua tentativa de dissolver o Congresso no final de 2022, quando o México concedeu asilo à esposa e aos filhos do ex-mandatário.
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A Justiça peruana condenou Castillo, em 2025, a mais de 11 anos de prisão por esses atos, sentenciando que o governo mexicano considera ilegal.
O comunicado das Chancelarias não entra em detalhes e faz apenas referência aos "laços históricos de fraternidade, amizade e cooperação que unem o México e o Peru" para retomar as relações.
Sheinbaum informou que Chávez partiu ao México em um avião militar.
Ela qualificou o salvo-conduto como “uma ação de boa vontade” da presidente Keiko Fujimori.
