México avalia maneiras de regulamentar o uso de redes sociais entre crianças

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O México está estudando maneiras de regulamentar o uso das redes sociais por crianças e adolescentes, seguindo o exemplo de países como Austrália e Brasil, enquanto o governo promove discussões sobre os efeitos nocivos de plataformas como Instagram e TikTok. Compromisso: UE vai propor proibição de acesso a redes sociais para menores de 13 anos Maior pressão: Austrália anuncia que vai dobrar multas para redes sociais que permitirem acesso a menores de 16 anos Há várias semanas, a presidente Claudia Sheinbaum vem convidando especialistas para participar de sua coletiva de imprensa diária e discutir o tema, entre eles Jonathan Haidt, psicólogo social e autor de The Anxious Generation: How the Great Rewiring of Childhood Caused an Epidemic of Mental Illness (A Geração Ansiosa: Como a Grande Reconfiguração da Infância Provocou uma Epidemia de Doenças Mentais). Até o fim deste mês, o governo iniciará discussões com professores do ensino fundamental e médio sobre uma possível proibição, em todo o país, do uso de celulares nas salas de aula — medida que já vigora em vários estados —, além de debater as melhores formas de regulamentar o uso das redes sociais pelos estudantes. ANPD: Imprensa global repercute suspensão do Discord no Brasil e vê 'intensos conflitos' do governo com empresas de tecnologia — Precisamos discutir se as redes sociais deveriam estar sujeitas a algum tipo de regulamentação em relação ao conteúdo, especialmente no caso de crianças e adolescentes, e não queremos que isso parta do governo — disse Sheinbaum nesta segunda-feira. — Queremos que todos os partidos políticos e a sociedade discutam o assunto — em parte para evitar que seu governo seja acusado de tentar censurar as redes sociais. Governos de todo o mundo estão avançando na adoção de restrições mais rígidas ao acesso de crianças às redes sociais, argumentando que essas plataformas podem expor usuários jovens a mecanismos de design que favorecem a dependência, conteúdos prejudiciais, cyberbullying e riscos à saúde mental e física. — Muitos lugares do mundo estão regulamentando isso; a questão para todos os mexicanos é como podemos chegar a um acordo sobre a forma de regulamentar o conteúdo das redes sociais — e, se não o próprio conteúdo, então a maneira como os algoritmos são concebidos — disse Sheinbaum. — Não é como se isso fosse virar lei amanhã simplesmente porque a presidente pensa dessa maneira. QWEN: Modelos de IA da Alibaba atingem 3 bilhões de downloads, ultrapassando Meta e Google Na Austrália, desde dezembro de 2025, as plataformas são obrigadas a impedir que usuários menores de 16 anos mantenham contas em plataformas como Instagram, TikTok, Facebook, YouTube e X. A França aprovou uma proibição semelhante para usuários menores de 15 anos neste ano, mas a medida foi derrubada na semana passada pelo Conselho Constitucional. O Brasil também adotou uma abordagem regulatória para proteger crianças no ambiente digital, exigindo que as plataformas adotem medidas como verificação de idade, configurações padrão mais seguras e controles parentais. Na semana passada, a autoridade nacional brasileira de proteção de dados determinou que a empresa Discord suspendesse as transmissões ao vivo após a morte de uma adolescente. A determinação ocorreu depois que autoridades brasileiras afirmaram que o suicídio de uma menina de 13 anos havia sido transmitido pelo Discord e que o material permaneceu disponível na plataforma antes de ser removido. O Discord contesta essa versão, afirmando que o servidor envolvido foi encerrado antes que o suicídio pudesse ser transmitido ao vivo em sua plataforma.

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