Meu SUS Digital passa a oferecer até 100 mil teleatendimentos mensais para pessoas com problemas com jogos e apostas - QTU Questões do Universo

Meu SUS Digital passa a oferecer até 100 mil teleatendimentos mensais para pessoas com problemas com jogos e apostas

Fonte: Bandeira da fonte

O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a oferecer, nesta terça-feira (dia 4), até 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas.
O acesso ao serviço é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que direciona o usuário para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
Segundo o Ministério da Saúde, o atendimento é remoto, sigiloso e inclui orientação e acompanhamento profissional, além de suporte aos familiares.
A equipe é formada por profissionais de psicologia, enfermeiros e outros profissionais de saúde capacitados para oferecer escuta qualificada.
Além disso, o serviço também funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
— Muitas vezes, as pessoas não procuram ajuda por vergonha ou estigma.
Com o autoteste e o teleatendimento, elas podem identificar sinais de risco e se sentir mais à vontade fazendo esse atendimento em casa, pelo celular — disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O teleatendimento para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas começou a ser oferecido em março, com capacidade para 600 atendimentos mensais, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.
Diante do aumento da procura, a capacidade foi agora ampliada para até 100 mil teleatendimentos por mês.
Usuários que já têm o aplicativo Meu SUS Digital instalado no celular receberam uma notificação sobre a ampliação do serviço com a mensagem: "O SUS ampliou o cuidado para quem tem problemas com apostas e para familiares.
Agende pelo app Meu SUS Digital.
O cuidado é para todos, sem julgamento."
Acesso pelo aplicativo
Para utilizar o serviço, é necessário acessar o aplicativo Meu SUS Digital com a conta Gov.br.
Em seguida, o usuário deve clicar em "Miniapps" e selecionar a opção "Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta".
Após realizar o autoteste, será direcionado para a plataforma da AgSUS.
Na plataforma, é preciso aceitar o Termo de Uso para iniciar o acolhimento digital e responder a um formulário sobre a situação apresentada.
Depois, o usuário preenche os dados cadastrais, informa se o atendimento será para si ou para um familiar, escolhe a forma de contato e conclui a solicitação.
Ao final do processo, o sistema gera um número de protocolo para acompanhamento da solicitação.
Após o agendamento, o usuário recebe automaticamente a confirmação da consulta, o link para a videochamada, orientações para a preparação do atendimento e lembretes sobre o horário e os equipamentos necessários.
Como são as consultas por videochamada
As consultas psicológicas são realizadas por videochamada, têm duração aproximada de 50 minutos e ocorrem, preferencialmente, uma vez por semana.

O psicólogo poderá indicar um ciclo inicial de até dez sessões, seguido de uma nova avaliação.
A partir desse retorno, o paciente poderá receber alta, iniciar um novo ciclo de teleconsultas ou ser encaminhado para atendimento presencial.
Na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), as pessoas podem contar com serviços como as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Plataforma de autoexclusão
O Ministério da Saúde e o Ministério da Fazenda também mantêm uma plataforma que permite o bloqueio voluntário do CPF para impedir o acesso às plataformas de apostas autorizadas.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 1 milhão de pessoas já solicitaram a autoexclusão.
Entre elas, 35% apontaram a perda de controle sobre o jogo como motivo para o pedido.
Outros motivos foram a decisão voluntária de interromper as apostas (15,26%), dificuldades financeiras (11,82%) e recomendação de profissional da área da saúde (1,32%).
Só no período da Copa do Mundo, de 11 de junho a 19 de julho, 387.645 cidadãos solicitaram o bloqueio do CPF.
O número representa 38% do total de autoexclusões registradas pela plataforma.