Meta retira de seus termos trecho que permitia usar conteúdo da web gratuitamente para treinar sua IA

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Meta retirou de seus termos comerciais um trecho que sugeria que a empresa poderia coletar conteúdos de sites, incluindo portais de notícias, gratuitamente para treinar sua inteligência artificial (IA). A mudança, numa atualização em seus termos de serviços, ocorreu após críticas de especialistas em direito e levantou discussões sobre os limites do uso de material publicado na internet por empresas de tecnologia. De olho: O que o ChatGPT, Gemini e Claude fazem com suas conversas? Saiba como impedir que a IA seja treinada com seus chats Ligado: Você sabe carregar seu celular corretamente? Confira dicas para preservar a vida útil da bateria A redação anterior dos termos afirmava que a Meta poderia “usar qualquer conteúdo de domínios, páginas web ou URLs para fornecer, desenvolver, melhorar, pesquisar, treinar e manter a integridade dos produtos da empresa Meta, serviços e funcionalidades oferecidos sob estes Termos Comerciais e quaisquer outros termos suplementares aplicáveis”, diz trecho recuperado pela agência Europa Press. O texto já não consta na versão em inglês, segundo veículos de comunicação especializados, como o TechCrunch e The Verge. Mas, até a terça-feira (20), a agência Europa Press identificou que ele seguia na versão em espanhol dos Termos Comerciais. A controvérsia envolveu a possibilidade de a Meta utilizar programas automatizados para acessar e coletar material de sites associados a contas comerciais em suas plataformas. Tal texto poderia dar à Meta uma autorização ampla para usar esse conteúdo no treinamento de seus modelos de IA sem negociar licenças ou pagar aos responsáveis pelas publicações, apontaram especialistas, incluindo os ouvidos pelo Nieman Lab, publicação especializada. Entre as dúvidas levantadas estava sobre a possibilidade de os termos se sobreporem às instruções de bloqueio de rastreadores configuradas pelos proprietários dos sites no arquivo robots.txt. Em resposta às críticas, a Meta afirmou que a atualização não representava uma mudança na maneira como a companhia utiliza rastreadores da web. Andy Stone, vice-presidente de comunicação da empresa, declarou que não houve alteração nas práticas de rastreamento, segundo uma publicação no X. Daniel Roberts, porta-voz da Meta, em declaração ao The Verge, alegou que a revisão buscava esclarecer o alcance dos termos comerciais. “Ouvimos vocês e queremos esclarecer: os termos de rastreamento que consolidamos se aplicavam apenas aos nossos anúncios e produtos empresariais, e esclarecemos isso nos próprios termos. Isso não muda a forma como a Meta usa rastreadores da web. Como sempre, os proprietários de conteúdo podem usar o robots.txt para indicar suas preferências. Isso não tem a ver com a coleta automatizada de conteúdo de sites de notícias, e essas atualizações não nos concedem novos direitos que se sobreponham a essas preferências”, afirmou Roberts ao The Verge.

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