Meta e Snapchat enfrentam julgamento nos EUA em caso sobre vício em redes sociais entre jovens

Meta e Snapchat enfrentam julgamento nos EUA em caso sobre vício em redes sociais entre jovens - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

A plataforma de mensagens Snapchat terá de se defender, pela primeira vez perante um júri, de acusações de provocar dependência de redes sociais entre jovens, ao lado do Instagram, da Meta, em um novo julgamento que começa nesta quarta-feira, em Los Angeles. Penalidade: Meta é condenada a pagar US$ 25 bi por enganar usuários sobre privacidade no caso Cambridge Analytica

Segurança de dados: Flórida quer limitar uso de Facebook e Instagram por adolescentes Nos últimos anos, milhares de ações judiciais foram apresentadas em tribunais locais, estaduais e federais em todos os Estados Unidos, com diversas acusações sobre supostos danos causados por essas plataformas a crianças e adolescentes.

Desta vez, dois adolescentes afirmam ter desenvolvido problemas graves de saúde mental em decorrência do uso de redes sociais. Este é apenas o segundo julgamento envolvendo autores individuais que acusam empresas de redes sociais de terem projetado deliberadamente suas plataformas para causar dependência.

As empresas do setor perderam o primeiro julgamento desse tipo, em março, e foram condenadas ao pagamento de US$ 6 milhões em indenizações. A seleção dos jurados começa nesta quarta-feira, e as audiências, previstas para se estender até 4 de novembro, devem prosseguir até meados de dezembro.

A Snap, controladora do Snapchat, e a Meta ainda podem optar por chegar a um acordo antes do veredicto. União Europeia: Bloco europeu diz esperar que 'Meta também proteja as crianças' do bloco europeu após acordo judicial nos EUA

Espera-se que os presidentes-executivos da Meta e da Snap, Mark Zuckerberg e Evan Spiegel, prestem depoimento em meados de novembro, assim como o chefe do Instagram, Adam Mosseri, segundo os advogados dos autores da ação, que acusam as plataformas de terem sido projetadas para provocar dependência, à custa de problemas como depressão, ansiedade, transtornos alimentares e automutilação.

S.J., de 16 anos, de Illinois, chegou a um acordo com a Meta e mantém sua ação judicial apenas contra a Snap. Já K.D.B., de 18 anos, do Mississippi, processa os dois grupos.

Um juiz estadual da Califórnia reuniu os dois casos em um único julgamento. Os casos deverão servir de referência para a resolução de milhares de ações judiciais agrupadas na Justiça desse estado.

Atividades maliciosas: Austrália alerta sobre ameaça cibernética 'sem precedentes' da IA Em março, o primeiro júri de Los Angeles concedeu US$ 6 milhões em indenização a uma jovem de 20 anos, identificada pelas iniciais K.G.M., ao considerar que a negligência da Meta e do YouTube foi, em parte, responsável por seus transtornos.

Anteriormente, um júri do Novo México já havia considerado a gigante das redes sociais responsável por danos causados a menores de idade, o que resultou em uma penalidade total de US$ 942 milhões. Em agosto, a Meta concordou em pagar cerca de US$ 18 bilhões em multas, além de implementar mudanças no Instagram e no Facebook voltadas aos adolescentes, por meio de um acordo com 52 procuradores-gerais estaduais, firmado poucos dias após o início de um julgamento na Califórnia.

Fique por dentro: Os bastidores do acordo de US$ 17 bi da Meta sobre uso das redes sociais com estados americanos Parte desse acordo dependia de o YouTube e o TikTok também implementarem mudanças semelhantes em seus próprios produtos, como a limitação do tempo diário de uso das telas.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →