Messias abraça a mulher após ter indicação ao Senado rejeitada; veja vídeo
O advogado-geral da União, Jorge Messias, acompanhava da sala da liderança do PT a votação do Senado Federal sobre sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, ao ver o placar desfavorável, abraçou a mulher. A cena foi flagrada pelo GLOBO (veja abaixo).
Messias abraça a esposa após ter nome rejeitado pelo Senado para o STF
O Senado rejeitou um nome ao Supremo após 132 anos ao barrar a indicação de Messias à Corte. O revés para o governo tensiona ainda mais a relação com o Congresso, a menos de seis meses da eleição. Messias teve 34 votos a favor da indicação, sete a menos que o necessário. Foram 42 votos contrários.
Agora, a relação entre o presidente do Senado e Lula é incerto, assim como a relação institucional dos Poderes. Aliados de Lula destacam que a rejeição é histórica e rara, portante, temem uma ruptura total.
Messias foi indicado por Lula para ocupar uma vaga na Corte há mais de cinco meses, mas enfrentou resistências da oposição e, principalmente, da cúpula do Senado, sobretudo do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O amapaense queria que o nome indicado fosse do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), seu aliado, mas acabou contrariado pelo petista.
Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias teve 16 votos em sabatina que foi marcada por um clima de apreensão de governistas diante da falta de segurança se ele seria aprovado.
Aliados do Planalto se dividiram ao longo do dia entre otimistas, que estimavam cerca de 45 votos, e aquela que sentiram o clima ficar tenso após relatos de que Alcolumbre estaria atuando diretamente para barrar a aprovação de Messias. O presidente do Senado, contudo, nega esse movimento.
O resultado torna o chefe da AGU o primeiro nome indicado ao STF a ser rejeitado na redemocratização brasileira. A última vez que isso ocorreu foi em 1894, no governo Floriano Peixoto.
Auxiliares de Lula creditam a derrota no Senado a uma articulação de Alcolumbre contra Messias. Inicialmente considerado um dos pontos de governabilidade de Lula 3, o senador se afastou do Planalto e passou a criticar publicamente o governo federal após o chefe do Executivo indicar Messias para a vaga no Supremo --e não Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado de primeira hora do presidente do Senado.
Até a noite da véspera da sabatina, auxiliares de Lula atuavam para que Alcolumbre fizesse um gesto público de apoio a Messias, o que não ocorreu. Pacheco, por sua vez, posou para foto com o chefe da AGU na tarde de terça em evento que oficializou o apoio da bancada do PSB ao ministro.
