Messi se aposenta da seleção argentina, mas segue como marca valiosa para patrocinadores - QTU Questões do Universo

Messi se aposenta da seleção argentina, mas segue como marca valiosa para patrocinadores

Fonte: Bandeira da fonte

Lionel Messi, anunciou a sua aposentadoria da seleção argentina nesta segunda-feira (31).
Aos 39 anos, o jogador é hoje um dos maiores nomes do futebol dentro e fora de campo, tendo feito 125 gols em 207 jogos pelo seu país e disputado três finais em seis Copas do Mundo.
Mas o atleta segue como marca valiosa para empresas de peso como Adidas e Apple, entre outras.

Levantamento da Bloomberg aponta que ele ganhou mais de US$ 700 milhões em salários e bônus desde 2007.
Descontando impostos e incluindo receitas de investimento e de patrocínio, o seu patrimônio líquido ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão, de acordo com o ranking de bilionários da Bloomberg.
A cifra o coloca ao lado do também jogador Cristiano Ronaldo — atacante português que se tornou o primeiro bilionário do futebol após assinar com o Al-Nassr, da Arábia Saudita, em 2023 — entre os atletas mais ricos do mundo.
"Foi uma decisão que doeu, e ainda dói, no fundo da minha alma, mas percebo que chegou a hora", escreveu Messi no Instagram.
"Juro que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos, mas também na época em que ganhamos tudo."
Para o gerente de desenvolvimento de negócios da Agência End to End, Wagner Leitzke, a aposentadoria da seleção não deve representar uma perda comercial para o Messi.
"A imagem dele já está em um nível de consolidação que transcende o atleta em atividade: ele passa a ocupar uma camada ainda mais valiosa como símbolo global.
Na prática, pode até abrir novas oportunidades, já que uma agenda mais flexível permite ampliar presença em ativações, campanhas e projetos de marca", afirma o especialista.
"Esse movimento tende a se intensificar quando ele também encerrar a carreira nos clubes, transformando seu legado esportivo em um ativo comercial de longo prazo."
O atleta tem mais de 10 contratos de patrocínio em vigor, de acordo com levantamento da Forbes.
O mais longevo deles é o da Adidas — estimado em US$ 25 milhões por ano.
A marca alemã e Messi estão juntos desde 2006 e, em 2017, eles assinaram um contrato vitalício.
Além do valor fixo, o jogador recebe royalties e participações nas vendas de produtos com seu nome, o que impulsionou ainda mais seus ganhos após sua ida para o Inter Miami (clube que também é patrocinado pela Adidas).
Messi também tem acordo com a Apple (Apple TV) estimado em US$ 50 milhões por ano.
Ele recebe uma porcentagem da receita gerada pelas novas assinaturas do MLS Season Pass na plataforma de streaming.

O jogador também é garoto-propaganda das campanhas globais das marcas do grupo PepsiCo (Pepsi / Gatorade / Lay's).
Estima-se que o pacote completo renda a ele milhões anualmente, ainda que os valores não sejam divulgados.

No mercado financeiro, Messi tem parceria com a corretora de criptoativos Bitget, que paga ao jogador ao redor de US$ 6,7 milhões por ano, enquanto no mundo das bets o atleta tem acordo de cerca de US$ 20 milhões com a Socios.com.

O mercado de luxo também se rendeu ao artilheiro, que atua como embaixador de campanhas icônicas das linhas masculinas e de viagem da grife francesa Louis Vuitton.
O contrato é estimado em US$ 1,7 milhão por ano.

Ele também tem parceria com a Anheuser-Busch InBev (AB InBev), PUBG Mobile / Epic Games, Mastercard, Hard Rock International e Lowe's, além da Stanley 1913.
As cifras dos acordos não são divulgados.
Além de todas essas marcas, as postagens patrocinadas diretamente no Instagram de Messi representam uma enorme fonte de renda.
Estima-se que ele consiga faturar cerca de US$ 2,7 milhões por publicação publicitária para seus mais de 500 milhões de seguidores.
"Messi consolidou-se como uma marca global que transcende os campos e os ciclos de sua carreira, atingindo o patamar de lendas como Michael Jordan e Serena Williams, cujo impacto comercial se mantém intenso mesmo após a aposentadoria.
Seu legado, evidenciado pelo contrato vitalício com a Adidas e sua atuação no crescente mercado norte-americano pelo Inter Miami, desloca a narrativa comercial das convocações da seleção argentina para a celebração de sua história", afirma a CEO e cofundadora da AdSports, Thiciana Simão.
"Essa transição abre caminhos para que marcas se associem à sua trajetória simbólica, enquanto abre espaço para que novos patrocinadores apostem na próxima geração de atletas em ascensão."
O atleta tem mais de 10 contratos de patrocínio em vigor, de acordo com levantamento da Forbes
Maxim Shemetov/Reuters