Mesmo sem títulos reais, ex-príncipe Andrew é o oitavo na linha de sucessão da coroa britânica

 

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O ex-príncipe Andrew, que perdeu os títulos pelo rei Charles III, seu irmão, em outubro do ano passado e foi preso nessa quinta-feira (19) por ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, segue na linha de sucessão da coroa britânica.

Mesmo sem títulos e praticamente sem propriedades, ele poderia ser rei em uma eventual situação em que os sete na sua frente não ficassem no cargo. Por isso, há pressão dentro do Reino Unido que Andrew saia da linha sucessória.

Atualmente, o primeiro na linha sucessória é William, príncipe de Gales. Depois estão os dois filhos e uma filha de William. Em seguida, aparecem Harry, Duque de Sussex, e seus filhos também. Só depois disso Andrew Mountbatten-Windsor entraria na contagem.

Polícia realiza novas buscas em casa de ex-príncipe Andrew.

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Após Andrew Mountbatten-Windsor ter sido libertado sob investigação, a polícia continua nesta sexta-feira (20) as buscas em sua antiga casa, o Royal Lodge, na propriedade de Windsor.

A polícia acrescentou que as buscas em uma propriedade em Norfolk, onde está a casa em que Andrew mora atualmente, já foram concluídas.

Agentes da lei revistaram a propriedade Windsor Estate e a Wood Farm, na propriedade privada do Rei em Sandringham, Norfolk, onde Andrew, que atuou como enviado comercial entre 2001 e 2011, estava morando.

O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, deixou a delegacia após cerca de 11 horas detido sob suspeita de má-conduta no exercício de cargo público. Ele foi fotografado pela agência Reuters ao sair do prédio em um veículo.

A Polícia do Vale do Tâmisa divulgou um comunicado após sua soltura:

'A Polícia do Vale do Tâmisa pode fornecer uma atualização em relação à investigação sobre o crime de má conduta em cargo público. Na quinta-feira, prendemos um homem de sessenta e poucos anos de Norfolk sob suspeita de má conduta em cargo público. O homem detido já foi libertado enquanto as investigações continuam'.

O ex-príncipe foi preso pela polícia do Reino Unido em meio a investigações sobre possíveis ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A polícia afirmou que a prisão ocorreu após uma "análise minuciosa" em meio a uma investigação que abriu contra Andrew para apurar se ele enviou relatórios confidenciais a Epstein enquanto servia como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.

Além disso, a pasta afirmou "ter motivos razoáveis para suspeitar que um crime ocorreu" e que a prisão de Andrew era necessária para seguir as investigações.

O ex-príncipe britânico aparece diversas vezes em arquivos do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos desde dezembro. Uma coleção de fotos mostra, por exemplo, Andrew aparecendo ajoelhado e inclinado sobre uma mulher cujo rosto foi censurado.

Ele nega todas as acusações, tanto a de passar relatórios confidenciais a Epstein quanto a de agressão sexual.

Ex-príncipe Andrew foi interrogado por polícia durante custódia

Ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor.

AFP

A operação da polícia britânica para prender o ex-príncipe Andrew foi supersecreta e teve poucos detalhes divulgados para os agentes. A informação é de uma reportagem do jornal inglês The Telegraph, contando como tudo ocorreu.

Segundo o veículo, os policiais foram chamados para aparecer durante a madrugada e não tiveram todas as informações. Um ex-policial afirma que eles podem até ter tido que entregar celulares.

Funcionários do Conselho Nacional de Chefes de Polícia informaram o Ministério do Interior do Reino Unido que a prisão estava ocorrendo cerca de 30 minutos antes de acontecer.

Andrew foi informado que poderia permanecer em silêncio e levado às pressas para uma delegacia de polícia em Aylsham, sendo instruído a entregar pertences como seu celular e joias.

De acordo com o The Sun, ele foi informado de seu direito a um advogado, teve suas impressões digitais coletadas e foi fotografado para registro policial. Apesar de não ter sido algemado, não se sabe se ele ficou em uma cela.

Além disso, os jornais britânicos afirmam que o ex-príncipe foi ouvido pelos agentes por má conduta quando era consultor econômico da coroa, em um depoimento.