Mesmo pedindo para Irã se render, Trump não espera receber anúncio neste sentido
Apesar de exigir a rendição incondicional do Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, não espera um anúncio público de Teerã nesse sentido, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. Ela ainda afirmou que o presidente norte-americano vai anunciar quando o Irã estiver em posição de 'rendição incondicional'.
'O que o presidente quer dizer, é que as ameaças do Irã não serão mais respaldadas por um arsenal de mísseis balísticos que os proteja da construção de uma bomba nuclear', explicou Leavitt em meio a coletiva de imprensa. 'O presidente Trump determinará quando o Irã estiver em posição de rendição incondicional, quando deixar de representar uma ameaça crível e direta aos Estados Unidos da América e aos nossos aliados.'
Questionada sobre a alegada 'sensação' do presidente Donald Trump de que o Irã poderia atacar os EUA preventivamente, antes de um possível ataque de Washington ou Jerusalém, Karoline Leavitt afirmou que a 'sensação' de desconfiança de Trump seria baseada em fatos.
Trump 'não ia mais ficar de braços cruzados enquanto o regime iraniano ameaçava ou atacava os Estados Unidos da América', disse.
Leavitt citou as três rodadas de negociações nucleares do mês passado, nas quais, segundo ela, o Irã teria 'mentido' enquanto buscava manter a capacidade de produzir uma bomba nuclear, algo que Teerã nega há anos.
Ela também ressaltou o rápido avanço do programa de mísseis iraniano, afirmando que o país busca proteger seu programa nuclear de possíveis ataques.
Conselho de Segurança da ONU organiza reunião de emergência para discutir combates no Líbano
O chefe humanitário, Tom Fletcher, fará um discurso no Conselho de Segurança durante uma reunião de emergência amanhã de manhã, conforme informou o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.
A França solicitou a realização do encontro com o apoio de outros membros europeus do Conselho, incluindo Reino Unido, Dinamarca, Grécia e Letônia. Paris manifestou grande preocupação com a escalada da violência no Líbano e condenou os ataques do Hezbollah contra Israel desde 1º de março.
Ministério das Relações Exteriores francês pediu que o Hezbollah encerre suas operações e entregue suas armas, e que Israel se abstenha de qualquer intervenção terrestre ou prolongada no Líbano.
Segundo informações da ONU, 84 crianças foram mortas no Líbano, e ao menos 667.000 pessoas estão fora de suas casas.
'O conflito durou apenas sete dias e já estamos vendo que quase 100 crianças perderam suas vidas’, disse Abdinasir Abubakar, representante da OMS no Líbano (...) 'Uma razão pela qual temos um número elevado de crianças é que a maioria dos ataques que vemos são, na verdade, em centros urbanos, como Beirute'.
Até o momento, 486 pessoas foram mortas na guerra e 1.313 ficaram feridas, das quais 259 são crianças, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
