Mesmo após decreto do governo, preço do diesel sobe em postos de São Paulo
Desde o início da manhã desta sexta-feira (13) a reportagem da CBN percorre postos de combustíveis da cidade de São Paulo para verificar os preços praticados, após o anúncio do governo federal de ações destinadas a combater a alta dos preços por causa da guerra no Oriente Médio.
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O decreto de quinta-feira (12) isenta os postos de parte dos impostos de compra do combustível e ainda faz uma subvenção econômica para estabilizar o preço.
A expectativa do governo é que haja uma baixa no preço final do diesel na bomba em até R$ 0,64 centavos.
Apesar de saber que essa redução não é automática, já que muitos postos alegam que ainda estão praticando preços dos estoques comprados anteriormente, foi curioso constatar uma alta nos estabelecimentos em que a reportagem percorreu.
Dos dez postos visitados nas zonas Oeste e Sul de São Paulo, sete registraram aumento nos preços, que variaram entre R$ 0,10 e R$ 0,70, entre ontem — quando o decreto foi publicado — e hoje.
Em um dos postos, a gerente Aline Marques admitiu a alta e disse que ainda não recebeu uma ordem oficial para manutenção dos preços, mas espera, sim, baixá-los.
"A expectativa é que realmente a gente consiga reduzir algo, de acordo com o decreto. E aí a gente está nessa expectativa; porém, estamos conseguindo manter o preço que já tínhamos. De ontem para hoje, você sabe se aumentou ou diminuiu? De ontem para hoje, a gente manteve ainda o nosso preço de diesel. Porém, já observamos que, em outros postos de outras redes, ele já aumentou."
Os valores encontrados flutuam entre R$ 6,26 a R$ 9,59 na bomba.
O motorista de guincho, Fábio Santos, mostrou a insatisfação com a alta de preços que já dura alguns meses.
"Dois meses aí, três meses. O que era R$ 5,40, R$ 5,50 agora está R$ 8. Aí a gente tem que ficar rodando para procurar um pouco mais barato. Aqui na Washington Luís eu achei um pouco mais barato, está R$ 6,49. É o que está compensando; senão, não compensa nem trabalhar dessa forma."
Segundo o decreto de quinta (12) do governo federal, os estabelecimentos deverão adotar "sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção". A fiscalização ficaria a cargo da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Vale lembrar que o preço de mercado é livre no caso dos postos de combustíveis no Brasil. Desde o fim da década de 1990, a revenda, a distribuição e a produção são realizadas em regime de liberdade, o que significa que cada posto pode definir o valor que cobra do consumidor.
