Mesária é detida suspeita de pedir votos para Lula durante segundo turno no Distrito Federal

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Fonte da notícia: Jornal Opção Jornal Opção

Uma mesária foi detida na manhã deste domingo, 25, suspeita de realizar propaganda eleitoral e pedir votos para o presidente Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. O caso aconteceu na Escola Classe 22, localizada no Setor Central do Gama, no Distrito Federal, durante a votação do segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a mulher, que não teve a identidade revelada, foi abordada por policiais militares do Distrito Federal (PMDF) e encaminhada à Polícia Federal (PF), responsável pela apuração de possíveis crimes eleitorais. A suspeita teria sido identificada pela presidente da seção eleitoral, que presenciou a situação e acionou o juiz eleitoral e a Polícia Militar.

Durante entrevista coletiva na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, confirmou a ocorrência e a classificou como a mais relevante registrada até o fim da manhã deste domingo. “Uma mesária é suspeita de boca de urna, então o juiz notificou.

Essa condução foi feita pela Polícia Militar, na Escola Classe 22, no Setor Central do Gama”, afirmou. Até a publicação das informações pelo Metrópoles, o TRE-DF ainda não havia se pronunciado sobre o episódio.

Também não havia confirmação de que a condução da mulher à Polícia Federal tivesse resultado na formalização de uma prisão em flagrante. Outras denúncias durante a votação

Além da ocorrência no Gama, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que, até as 11h30, a central de atendimento 190 da Polícia Militar havia recebido 20 chamados relacionados a possíveis irregularidades durante o processo eleitoral. Entre os registros estava uma denúncia de boca de urna em uma escola de Brazlândia, que passou a ser analisada pelas autoridades.

O secretário Alexandre Patury ressaltou que o recebimento de denúncias não significa, necessariamente, a confirmação de crimes eleitorais. Segundo ele, cada situação precisa ser verificada antes de eventual encaminhamento à Polícia Federal.

“Quando há um indício forte, a situação é levada para a Polícia Federal. Tivemos 20 ligações até agora no 190.

Isso não quer dizer que essa ligação se converta em ação concreta da Polícia Militar”, explicou. Patury também destacou que o encaminhamento de suspeitos à Superintendência da Polícia Federal não implica automaticamente a lavratura de um auto de prisão em flagrante ou de um termo circunstanciado de ocorrência.

A legislação eleitoral proíbe a realização de boca de urna no dia da votação, incluindo pedidos de votos e tentativas de influenciar eleitores. A manifestação individual e silenciosa da preferência política, por outro lado, é permitida, desde que respeitadas as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

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