Mergulho nas Maldivas: como aproveitar uma prática segura durante a estadia nas ilhas paradisíacas

 

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As águas azul-turquesa das Maldivas transformaram o arquipélago em um dos destinos mais desejados do mundo para mergulho e snorkeling. A experiência de nadar entre corais, tartarugas e tubarões atrai turistas de diferentes países, mas especialistas alertam que o passeio exige preparo e cuidados específicos para evitar acidentes.

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Água quente, geralmente em torno de 28°C, visibilidade acima de 30 metros, uma vasta variedade de vida marinha para colorir as fotografias e filmagens debaixo d’água, e encontros com raias manta, tubarões de várias espécies e até o gigantesco tubarão baleia, caso o turista tenha sorte, são os atrativos que os atóis podem proporcionar.

No entanto, os mergulhos podem se tornar dores de cabeça ou até mesmo tragédias quando não envolvem um preparo minucioso antes de viajar. Pensando nisso, o GLOBO preparou um guia para uma viagem segura e tranquila, para que o turista aproveite o melhor que as águas das Maldivas têm a oferecer. Tire suas dúvidas abaixo:

É seguro mergulhar nas Maldivas?

As Maldivas são consideradas um dos destinos de mergulho mais seguros e estruturados do mundo, principalmente porque o turismo é uma das principais atividades econômicas do país. A região possui operadores especializados, resorts preparados para receber turistas do mundo inteiro e pontos de mergulho extremamente organizados.

Segundo Leonardo Monteiro, agente de viagens e CEO da Agência Falconi Travel, a segurança das atividades depende mais da empresa contratada para prestar assistência nos mergulhos e da conduta do turista do que do destino.

— Quando a atividade é realizada com instrutores certificados, equipamentos revisados e planejamento adequado, os riscos são minimizados. O problema geralmente acontece quando o viajante tenta economizar contratando serviços sem referências, sem licença ou vendidos informalmente — explicou.

Devo ter experiência para a atividade?

Existem vários passeios disponíveis nas águas dos atóis. Eles devem ser compatíveis com o nível de experiência do cliente, pois as Maldivas possuem áreas com correntes marítimas mais fortes e mergulhos mais técnicos.

O que merece atenção ao contratar um instrutor de mergulho?

Existem certificações internacionais reconhecidas para instrutores de mergulho, como PADI ou SSI, além de avaliar a reputação da empresa e avaliações anteriores de outros turistas. De acordo com Santuza Macedo, especialista em turismo e CEO da Diamond Viagens, vale observar se o atendimento é claro, se explicam bem como vai funcionar a atividade, se o grupo não é grande demais e se o equipamento parece bem cuidado.

— Também é importante entender se o passeio respeita o seu nível de experiência, porque isso faz muita diferença para uma boa vivência — diz Santuza.

O instrutor de mergulho em caverna Robson Felippelli destaca que para mergulhos abaixo de 20 metros de profundidade, que frequentemente têm correntezas, é necessário que o mergulhador tenha a Certificação de Advanced Diver (Mergulhador Avançado), no mínimo. Ele também alerta para que o mergulho não ultrapasse os 30 metros de profundidade.

Quais cuidados tomar antes de mergulhar?

Antes do mergulho, o ideal é fazer uma avaliação honesta das próprias condições físicas e informar ao instrutor qualquer problema de saúde, como pressão alta, questões respiratórias ou histórico cardíaco. Evitar o consumo de álcool antes da atividade eestar descansado também são pontos importantes.

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— Outro cuidado essencial é participar atentamente do briefing dado pelos instrutores. Muitas pessoas ignoram orientações básicas por ansiedade ou excesso de confiança, e isso aumenta os riscos — afirma Monteiro.

Santuza também sinaliza para que o turista não tenha pressa e respeite os limites do próprio corpo.

— Se a pessoa estiver gripada, com ouvido tampado, muito cansada ou sem confiança, o melhor é avisar a equipe antes de entrar na água. Na hora da atividade, é essencial seguir todas as orientações do instrutor e não sair sozinho. Em turismo, segurança começa na escuta.

Durante a prática, o que posso ou não fazer?

É essencial que o mergulhador faça a conferência dos equipamentos, respeite a profundidade e o tempo indicados na atividade e trabalhe o controle da respiração e a calma. O respeito à vida marinha local é obrigatório: não tocar em animais e corais é crucial para a segurança e para a proteção ambiental.

Como se prevenir de “furadas”?

Para evitar problemas, o ideal é contratar operadores reconhecidos, verificar as credenciais da empresa e desconfiar de preços muito abaixo do mercado. O cliente também pode exigir informações claras sobre certificações e confirmar o que está incluso no passeio, além de contratar um bom seguro de viagem antes de embarcar.

— Desconfie de operadores que não oferecem briefing detalhado ou que pressionam por mergulhos extras sem pausa, e evite centros que não têm protocolos claros para emergências. Peça transparência sobre taxas extras e políticas de reembolso em caso de cancelamento por condições meteorológicas. Finalmente, contrate um seguro viagem que cubra atividades de mergulho (incluindo evacuação e tratamento hiperbárico), pois muitas “furadas” viram grandes problemas justamente por falta de cobertura adequada — alerta Santuza.