O mercado aumentou em R$ 1,07 bilhão a sua estimativa para o déficit primário do governo federal deste ano.
Também elevou a projeção do ano que vem.
É o que mostra o relatório Prisma Fiscal de agosto, divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Ministério da Fazenda e baseado em estimativas de instituições financeiras, consultorias e gestoras de recursos.
Os números foram coletados até o 5º dia útil do mês.
A estimativa, sempre mediana, para o déficit primário de 2026 passou de R$ 58,077 bilhões para R$ 59,15 bilhões na comparação mensal.
A meta de resultado primário é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, com intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual do para cima e para baixo.
Já a estimativa de instituições financeiras, consultorias e gestoras de recursos para o déficit primário do ano que vem subiu de R$ 53,878 bilhões para R$ 55,0 bilhões.
No caso da dívida bruta do governo geral (DBGG), principal indicador do estoque de endividamento público, a projeção do mercado manteve-se em 83,0%.
O número é medido em relação ao PIB.
Para 2027, a estimativa variou de 86,50% para 86,77%.
Por sua vez, a expectativa para a arrecadação federal de 2026 variou de R$ 3,175 trilhões para R$ 3,185 trilhões.
No caso das receitas líquidas, passou de R$ 2,567 trilhões para R$ 2,574 trilhões.
Já a projeção para as despesas totais do governo federal variou de R$ 2,626 trilhões para R$ 2,624 trilhões.
Para 2027, as projeções para essas variáveis ficaram respectivamente em: R$ 3,369 trilhões (contra R$ 3,374 trilhões calculados anteriormente); R$ 2,732 trilhões (R$ 2,732 trilhões); R$ 2,787 trilhões (R$ 2,776 trilhões).
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