Mercado livre de energia: governo prepara regras para que consumidores possam escolher fornecedor de luz

Mercado livre de energia: governo prepara regras para que consumidores possam escolher fornecedor de luz

Fonte: Bandeira



O governo prepara um decreto que prevê a abertura do mercado livre de energia, que permite ao consumidor escolher de que distribuidora contratar a conta de luz.

Atualmente, somente empresas consumidoras de um volume substancial de energia têm acesso a esse tipo de contrato.


O decreto trará regras para a entrada de pequenos comércios e indústrias no mercado livre de energia a partir de novembro de 2027.

As residências poderão acessar a modalidade um ano depois, em novembro de 2028.

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Na sexta-feira, o Ministério de Minas e Energia (MME) enviou uma minuta do decreto à Casa Civil sobre a medida, que integra a reforma do setor elétrico proposta pelo governo e aprovada no Congresso Nacional no ano passado.


O texto que passou no Congresso previa que os prazos fossem regulamentados por um decreto presidencial.

A minuta agora está na Casa Civil e a tendência é de que o decreto seja publicado nas próximas semanas.

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O documento vai permitir que os consumidores atendidos em tensão inferior a 2,3 kV (baixa tensão), como, por exemplo, pequenos pontos comerciais e pequenas indústrias, poderão escolher seu fornecedor de energia livremente a partir de 25 de novembro de 2027.


Já os demais consumidores, incluindo os residenciais, passarão a contar com esse direito a partir de 25 de novembro de 2028.

Atualmente, este segmento só tem como alternativa a concessionária que opera em sua região, formando o grupo chamado de "cativo" das concessionárias,.

que praticam tarifas autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Livre escolha, maior concorrência

A ideia é fazer com que todos os consumidores possam escolher o seu fornecedor de energia, seja pela fonte de preferência (hidráulica, solar, eólica, etc), ou pelo preço mais vantajoso ofertado, favorecendo a maior concorrência no setor

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A norma também atribui à Aneel a regulamentação de medidas para garantir uma transição segura.

Atualmente apenas grandes consumidores podem participar do mercado livre de energia.

No entanto, isto estava restrito apenas a consumidores com alto padrão de consumo.

Supridor de última instância

Para viabilizar a mudança, o decreto cria a figura do supridor de última instância, que irá fornecer energia se aquela empresa contratada pelo usuário falhar.


Segundo a proposta enviada à Casa Civil, consumidores do mercado livre serão atendidos por esse supridor em situações excepcionais, como o encerramento das atividades ou a perda da habilitação de um comercializador varejista.

Até 31 de dezembro de 2030, o serviço será prestado pelas distribuidoras de energia elétrica e, posteriormente, poderá ser executado por outros agentes, conforme regulamentação da Aneel.