Mercadante rebate proposta de dividir BNDES e destaca atuação do banco em apoio às MPMEs

Mercadante rebate proposta de dividir BNDES e destaca atuação do banco em apoio às MPMEs - Foto
Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, rebateu nesta segunda-feira (14) a proposta do candidato à Presidência da República Augusto Cury de dividir a instituição em duas, sendo uma voltada ao atendimento de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Durante evento do Grupo Esfera, em São Paulo (SP), Mercadante afirmou que o banco já possui uma estrutura voltada para esse segmento e que uma eventual divisão reduziria sua capacidade de financiar o desenvolvimento da economia brasileira.

“Um banco com 3 mil servidores, se você dividir por meio, não vai cuidar de micro e pequena empresa, porque não temos nem agência nos Estados”, afirmou.

Segundo Mercadante, o BNDES amplia a oferta de crédito às empresas de menor porte por meio de uma rede de aproximadamente 80 agentes financeiros, formada por bancos privados e cooperativas de crédito.

Nos últimos três anos e meio, de acordo com o presidente, foram aprovadas 1,723 milhão de operações de crédito para micro, pequenas e médias empresas, que somaram R$ 324 bilhões. Ele citou instituições como Bradesco, Itaú e BTG entre os parceiros e destacou o papel dos fundos garantidores para facilitar o acesso das empresas ao financiamento.

“O grande instrumento é o fundo garantidor. Esse é o papel do banco público”, afirmou.

Estado e mercado Mercadante também defendeu uma atuação complementar entre o setor público e a iniciativa privada e criticou a ideia de que o desenvolvimento econômico brasileiro dependa da redução da presença do Estado.

“A divergência de fundo é a relação Estado-mercado. É um equívoco o Brasil continuar insistindo que o caminho para o desenvolvimento é o Estado mínimo”, declarou.

Na avaliação do presidente do BNDES, países como China, Estados Unidos e integrantes da União Europeia adotam políticas públicas, subsídios e incentivos para fortalecer setores considerados estratégicos. Para ele, a redução da participação do Estado pode ampliar o risco de desindustrialização no Brasil. “O BNDES não pode querer substituir o mercado de capitais. Não é esse o papel dele, nem queremos um BNDES inchad

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Folha de Pernambuco