Mensagens obtidas pela PF mostram que lobista atribuiu a Lulinha articulação para liberar obra no Maranhão - QTU Questões do Universo

Mensagens obtidas pela PF mostram que lobista atribuiu a Lulinha articulação para liberar obra no Maranhão

Fonte: Bandeira da fonte

O inquérito da Polícia Federal que investiga suposto tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, traz mensagens da lobista Roberta Luchsinger em que ela diz que o filho mais velho do presidente Lula articulou para marcar uma reunião no Palácio do Planalto com o governador do Maranhão, Carlos Brandão, e que Lula ia “prosseguir com liberação da obra” no Estado.
A revelação foi feita neste sábado pelo jornal Estado de S.Paulo.
A reunião ocorreu em maio de 2024 e, um mês depois, Lula anunciou um pacote de R$ 59 bilhões em obras para o Maranhão dentro do Novo PAC.
Documentos da PF também mostram que a lobista tinha conversas sobre negócios com o governador Carlos Brandão e que intermediou a contratação de uma empresa de tecnologia do empresário Cléber Ribas com órgãos do governo do Maranhão.
O governador negou relação com Luchsinger e falou que Lula “é um grande aliado do Maranhão".

As revelações fazem parte da investigação que segue em sigilo no STF.
O jornal O Estado de S.Paulo ainda mostrou que Luchsinger cobrou o então chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, sobre dificuldade de acesso à Petrobras.
Em uma troca de mensagens com Marcola, a lobista diz que eles deveriam ter "algo para falar", porque uma pessoa identificiada como "Leo" estaria desesperada por não ter sido recebida pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Em um outro diálogo entre a lobista e Marcola, o ex-chefe de gabinete de Lula pede um quadro de 100 mil euros de presente à Luchsinger, seguido de uma risada.
A conversa foi obtida e publicada pelo Estado de S.Paulo e, na resposta, a lobista disse que ele estava sendo emoldurado para entrega.
Marcola chegou a ter R$ 217 mil pagos pela lobista.
Em nota, a defesa de Marcola disse que ele jamais recebeu o quadro ou qualquer outro.
E nem intermediou negociações ou encaminhou qualquer documento referente a compras ou licitações públicas.