Menor que matou a mãe com dois tiros à queima-roupa em Portugal é condenado a três anos de internação

 

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O adolescente de 14 anos que matou a própria mãe, a vereadora Susana Gravato, em Vagos, foi condenado nesta sexta-feira a três anos de internação em regime fechado, a medida mais severa prevista pela Justiça portuguesa para menores. O crime, ocorrido em outubro de 2025, chocou o país e será cumprido em um centro educativo, já que o jovem é considerado inimputável por ter menos de 16 anos.

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Segundo o processo, o jovem atirou contra a mãe dentro de casa, utilizando uma arma de fogo pertencente ao pai. Ele teria ainda tentado simular um assalto após o crime, mexendo nos cômodos da residência e cobrindo o corpo da vítima.

Durante o julgamento, que correu à porta fechada no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, o Ministério Público defendeu a aplicação da medida máxima de três anos em regime fechado, entendimento que acabou prevalecendo. Esse tipo de internação é considerado o mais rigoroso dentro do sistema tutelar educativo português.

A defesa do adolescente chegou a pedir que o regime fosse convertido para semiaberto, com acompanhamento psiquiátrico, como forma de facilitar a reintegração social. Ainda assim, a Justiça optou por manter o regime fechado diante da gravidade do caso.

A morte de Susana Gravato, que tinha 49 anos e ocupava cargo público no município, gerou forte comoção em Portugal e levantou questionamentos sobre violência juvenil e acesso a armas dentro de casa.