Menina de 9 anos morre na Austrália após hemorragia cerebral rara e pais fazem alerta sobre sintomas: 'Ela estava perfeitamente bem'

 

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No início do mês de maio, Hannah Teklic, de 9 anos, estava comemorando uma conquista escolar, dançando na cozinha e posando orgulhosa com seu certificado de campeã de atletismo. Horas depois, durante a madrugada do dia 6 de maio, a menina sofreu uma hemorragia cerebral causada por uma rara malformação arteriovenosa (MAV) e morreu dias depois, deixando os pais em luto e transformando o Dia das Mães em uma despedida dolorosa. O funeral foi realizado na segunda-feira (11) na Austrália.

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Segundo a mãe, Wasima Lamrani, Hannah acordou reclamando de uma forte dor de cabeça e dor no pescoço. A princípio, os pais imaginaram que o desconforto poderia estar relacionado às acrobacias que ela havia feito dias antes enquanto dançava. No entanto, o quadro se agravou rapidamente.

— Ela disse que a dor era muito forte e queria ir ao hospital porque achava que ia morrer — contou Wasima ao Daily Mail.

Pouco depois, Hannah começou a vomitar, caiu da cama e sofreu uma convulsão. Durante o trajeto de ambulância até o Hospital St. George, em Sydney, ela parou de respirar. A menina passou por uma cirurgia de emergência para aliviar a pressão no cérebro e foi transferida para o Hospital Infantil de Sydney, mas, dois dias depois, os médicos informaram à família que ela havia sido declarada com morte cerebral.

O que é a malformação arteriovenosa

A condição de Hannah era uma malformação arteriovenosa, um emaranhado anormal de vasos sanguíneos que cria conexões irregulares entre artérias e veias, prejudicando o fluxo normal do sangue e a oxigenação dos tecidos. Segundo a Brain Foundation, essas malformações ocorrem em aproximadamente três a cada 10 mil pessoas e, em muitos casos, permanecem sem sintomas até que se rompam.

— Surgiu literalmente do nada. Ela estava perfeitamente bem na quarta-feira à noite. Não faz sentido nenhum — disse o pai, Ivan Teklic.

— Os médicos disseram que não havia nada que poderíamos ter feito, mesmo se tivéssemos chamado uma ambulância mais cedo.

Agora, os pais esperam que a história da filha ajude a alertar outras famílias sobre sinais como dor de cabeça súbita e intensa, vômitos, visão turva, convulsões, fraqueza muscular, rigidez na nuca e desorientação.

— Nada mais importa. Ela era tudo para nós e não está mais aqui. Não a veremos crescer, casar ou ter filhos — lamentou Ivan.

A morte de Hannah provocou uma onda de homenagens na comunidade escolar e esportiva. A escola St. Pius' Catholic Primary School, em Sydney, destacou a força e a união da comunidade diante da perda, enquanto o clube de futebol Marrickville FC lembrou o entusiasmo da menina pelo esporte.

Amigos da família também organizaram uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar os pais, que já ultrapassou 65 mil dólares. O corpo de Hannah será levado para a Irlanda, terra natal de sua mãe, onde será sepultado ao lado dos bisavós.