Mendonça relata ‘muita infelicidade’ no início no STF e diz que ministros têm ‘condição média’ de vida - QTU Questões do Universo

Mendonça relata ‘muita infelicidade’ no início no STF e diz que ministros têm ‘condição média’ de vida

Fonte: Bandeira da fonte

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, disse que viveu momentos de infelicidade nos dois primeiros anos no Tribunal e que vive hoje o ônus e a responsabilidade de ser ministro.
Ele é o relator de investigações que miram fraudes no INSS e que atingem o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além do escândalo envolvendo o Banco Master.

Mendonça afirmou que vive pressões e momentos difíceis em que, muitas das vezes, precisa até recorrer à Deus.
"Os dois primeiros anos ali no Tribunal foram períodos de muita infelicidade.
Ou seja, se aquilo fosse um ideal de vida, eu teria que deixar no dia seguinte.
E, mesmo hoje, podem ter certeza, é muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa", afirmou.
A fala foi feita no 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel) na sexta-feira (21), mas veio a público nesta terça (25).
Ele disse na ocasião que ministros não podem ter a pretensão de ficar ricos e afirmou que integrantes do Supremo vivem uma “condição média de vida”.
"Um ministro do Tribunal, um juiz em geral, ele não pode ter a pretensão de ficar rico, porque o salário, ainda que seja um bom, ele não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras.
A gente tem que controlar a despesa no dia a dia.
Então, não é uma vida nababesca, é uma vida onde você pode ter uma condição média — eu diria muito acima da média da condição brasileira, mas uma condição média de vida.
A gente colocaria ele em uma classe B", disse.

Na ocasião, Mendonça disse que ser ministro do STF exige um perfil de humildade, sem que isso signifique subserviência.