Melqui Galvão, treinador de Jiu-Jitsu, é preso por suspeita de abuso sexual; filho se pronuncia

 

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O treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão, de 47 anos, foi preso pela Polícia Civil do Amazonas na noite de segunda-feira (27), por suspeita de assédio sexual contra alunas menores de idade. As investigações apuram denúncias de estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo eletrônico. Na manhã desta quarta-feira, seu filho, Mica Galvão, multicampeão de jiu-jítsu, se pronunciou e pediu que “a Justiça cumpra seu papel”.

A prisão temporária do treinador, que também atua como policial civil em Manaus, foi decretada por 30 dias. O mandado foi expedido no último dia 23 pela 2ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes de São Paulo, após uma ex-aluna de 17 anos denunciar ter sido vítima de abusos durante uma viagem ao exterior, onde participaria de uma competição. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao professor em Jundiaí (SP).

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Em comunicado, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que duas vítimas já foram identificadas. De acordo com o órgão, investigadores da 8ª Delegacia de Defesa da Mulher ouviram os pais das jovens e tiveram acesso a um áudio no qual o suspeito teria admitido o crime de forma indireta, além de tentar evitar a exposição pública do caso.

Através de uma publicação nas redes sociais, na manhã desta quarta-feira, Mica Galvão afirmou que tem enfrentado dificuldades para encontrar palavras que descrevam o momento e declarou repudiar qualquer tipo de assédio ou violência contra mulheres e crianças.

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Esposa de Mica e nora de Melqui, a campeã olímpica de wrestling Amit Elor também se manifestou. A americana afirmou estar “com raiva e de coração partido”.

— Com raiva e de coração partido. Precisamos proteger os atletas, especialmente os menores de idade, e responsabilizar os culpados. Para qualquer pessoa que tenha sofrido abuso sexual de qualquer forma: sua voz importa. Fale. Nós vamos ouvir, vamos estar ao seu lado e, juntos, podemos lutar por justiça e segurança — disse.

Em comunicado, a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo afirmou que não há espaço para abuso ou assédio no esporte.

Confira a nota na íntegra:

“O professor está afastado de todas as atividades da confederação. Nos solidarizamos com as vítimas, desejando força, acolhimento e justiça. Mais do que reagir, estamos agindo com ações, formações e protocolos para garantir respeito e segurança no esporte. O tatame deve ser um espaço de confiança para todos. O silêncio não nos representa. A ação, sim.”

Melqui Galvão também foi afastado da Polícia Civil do Estado do Amazonas. Segundo a corporação, além do afastamento, a Corregedoria-Geral instaurou um procedimento administrativo disciplinar para apurar as circunstâncias do caso.