Meloni e COI condenam violência em Milão após protestos contra os Jogos Olímpicos de Inverno
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou como “inimigos da Itália” os manifestantes contrários aos Jogos Olímpicos após episódios de violência registrados durante e após um protesto em Milão, na noite de sábado (7), além de atos de sabotagem contra a rede ferroviária nacional. O Comitê Olímpico Internacional (COI) também condenou as ações e afirmou que não há espaço para violência nos Jogos.
Nas redes sociais, Meloni criticou os responsáveis pelos atos:
"Há aqueles que são inimigos da Itália e dos italianos, que protestam 'contra as Olimpíadas' e garantem que essas imagens sejam transmitidas nas telas de televisão do mundo todo. Outros, inclusive, cortaram os cabos ferroviários para impedir a partida dos trens", escreveu.
Em Milão, cerca de 100 manifestantes que se afastaram do grupo principal do ato entraram em confronto com a polícia e lançaram fogos de artifício, bombas de fumaça e garrafas contra os agentes. No total, a mobilização reuniu aproximadamente 10 mil pessoas, que foram às ruas para protestar contra o custo da moradia e possíveis impactos ambientais ligados aos Jogos Olímpicos.
Também no sábado (7), autoridades informaram que sabotagens atingiram a infraestrutura ferroviária nas proximidades de Bolonha, no norte do país, interrompendo viagens. De acordo com a polícia, foram registrados três incidentes distintos, em pontos diferentes, que provocaram atrasos de até duas horas e meia em serviços de trem de alta velocidade, intermunicipais e regionais.
