Meghan Marke diz ter sido 'a pessoa mais atacada online do mundo' e critica redes sociais durante visita à Austrália
A duquesa de Sussex, Meghan Markle, afirmou que foi a “pessoa mais atacada online do mundo” ao longo de dez anos e relatou ter sido “assediada” diariamente nesse período. As declarações foram feitas em Melbourne, na Austrália, onde ela cumpre agenda ao lado do príncipe Harry com foco nos impactos das redes sociais na saúde mental.
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Segundo reportagem da BBC, Meghan afirmou que empresas de tecnologia “não são incentivadas a impedir” o uso inadequado de suas plataformas.
— Quando penso em todos vocês e no que estão vivenciando, penso que muito disso é ter que perceber que vocês sabem que essa indústria, essa indústria de bilhões de dólares, que está completamente ancorada e baseada na crueldade para gerar cliques. Isso não vai mudar. Então vocês precisam ser mais fortes do que isso — disse ao público ao comentar o ambiente digital.
O casal está na Austrália em uma viagem de quatro dias, atuando como membros não ativos da realeza. Nesta quinta-feira, Meghan participaram de um encontro com representantes de um programa de saúde mental na Universidade de Tecnologia de Swinburne, em Melbourne, onde manifestaram apoio à proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos no país.
Críticas às plataformas e defesa de regulação
Harry classificou a proposta como “épica”, sob a perspectiva de “responsabilidade e liderança”, e afirmou que “muitos países já seguiram o exemplo”. Ele acrescentou que “nunca, jamais deveria ter chegado ao ponto de uma proibição”.
— Precisam ser responsabilizadas, e não há razão para que os jovens sejam punidos com a proibição de algo que deveria ser seguro de usar, independentemente de qualquer coisa — criticou o príncipe.
No mesmo dia, Harry fez o discurso principal em uma cúpula sobre cultura no ambiente de trabalho. Os ingressos para o evento chegavam a 2.400 dólares australianos (cerca de R$ 8,5 mil) por pessoa e, segundo a agência de notícias PA, ele não recebeu pagamento pela participação.
Relatos pessoais e agenda cultural
Em outro compromisso, no InterEdge Summit, também em Melbourne, o príncipe abordou experiências pessoais relacionadas à perda e ao luto.
— Na minha experiência, a perda é desorientadora em qualquer idade — afirmou.
Ele acrescentou que "o luto não desaparece porque o ignoramos” e destacou os desafios de vivenciar isso sob exposição pública.
— Vivenciar isso quando criança, enquanto se está em um aquário sob vigilância constante, sim, isso traz desafios. E sem propósito, isso pode destruir você — disse.
Harry também disse já ter se sentido “perdido, traído ou completamente impotente” em diferentes momentos da vida.
No terceiro dia da viagem, Meghan e Harry participaram de um passeio cultural chamado Scar Tree Walk, em um local de patrimônio em Melbourne. Guiados por líderes indígenas locais, caminharam ao longo do Birrarung, nome tradicional do rio Yarra, onde conheceram práticas de pesca e caça dos povos originários e observaram uma instalação artística.
Segundo Tom Mosby, CEO do Koorie Heritage Trust, a visita buscou mostrar o que existe sob a cidade. Ele afirmou que Melbourne é um “lugar urbano contemporâneo”, mas que “ao mesmo tempo ainda há uma conexão muito forte do povo aborígene com este território tradicional”.
Durante o passeio, o casal encontrou moradores e visitantes. A brasileira Sofia Rocha disse que o encontro "foi muito legal”.
— Eles são o casal mais encantador.
Já a moradora local Narelle Zagami afirmou que ter visto o casal foi "muito emocionante".
— Eu amo o Harry. Eles são pessoas simplesmente maravilhosas — afirmou.
Questionada sobre críticas ao fato de o casal ganhar dinheiro como cidadãos privados, ela respondeu:
— Eles também precisam ganhar a vida. Isso faz parte da vida deles agora, esse tipo de coisa, então acho que é bom.
A última visita de Meghan e Harry à Austrália ocorreu em 2018, poucos meses após o casamento. Na ocasião, permaneceram cerca de nove dias no país e atraíram grandes multidões em compromissos públicos.
