Médica perde a licença profissional por ter relações sexuais com paciente 'vulnerável'

 

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Uma médica perdeu a licença profissional por ter tido relações sexuais com um paciente "vulnerável". Maria Bastas ficará por ao menos dois anos sem exercer a medicina na Asutrália.

O "relacionamento" entre a clínica geral de Sydney e o paciente, que tem problemas de saúde mental, durou três anos.

Maria conheceu o paciente em 2015, quando ele a procurou para um plano de tratamento de saúde mental, por recomendação de seu psicólogo. Ele havia buscado ajuda após um término de relacionamento difícil, conforme destacou o Tribunal Civil e Administrativo de Nova Gales do Sul na quinta-feira (23/4), ao anunciar a decisão no caso.

Após a primeira consulta, Maria, que é divorciada, convidou o homem para a sua cafeteria grega favorita e comprou dois cafés. A médica sugeriu que os dois tomassem o café no banco de trás do carro dela. Foi quando eles tiveram a primeira relação sexual.

O paciente relatou ao tribunal que os dois mantinham relações sexuais no carro da médica cerca de duas a três vezes por semana, em diversos locais de Sydney, nos anos seguintes. Ele também disse que, às vezes, faziam sexo na maca do consultório dela.

"Eles tinham que fazer silêncio para que o médico que estava por perto não os ouvisse", relatou o tribunal, de acordo com o "Sun".

Maria começou a se distanciar do paciente em 2018.

Na decisão do tribunal, o comportamento da clínica geral foi considerado abusivo pelo fato de o parceiro apresentar vulnerabilidade.

Após o período de dois anos sem poder exercer a medicina, Maria será reavaliada.