Médica explica como mente, intestino e o sistema imunológico estão ligados
A médica Alina María Berenguer propõe uma mudança de perspectiva: ela acredita ser necessário repensar o papel do sistema digestivo, e começar a vê-lo não como parte isolada, mas peça central de uma “máquina perfeita”: “Ele ocupa entre 8 e 12 metros. É o tamanho de um prédio de dois ou três andares dentro de nós”.
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Em entrevista ao veículo El Litoral, ela defende o conceito de “segundo cérebro” associado ao intestino: “Um ator muito importante entrou em cena”, diz.
No entanto, em sua opinião, o intestino, na verdade, não é apenas um “segundo” cérebro. Para ela, o órgão é, na verdade, “primo” daquele na nossa cabeça.
“Ele possui mais de 100 milhões de neurônios que se conectam diretamente ao nosso sistema nervoso central e se comunicam com ele constantemente”, afirma Berenguer.
Segundo ela, o intestino está profundamente conectado com os diferentes sistemas do corpo por meio de eixos, como o intestino e a pele, o intestino e o sistema nervoso e o intestino e nosso sistema imunológico. Diz ela, até, que a maioria de nossas células imunológicas estão no órgão.
"Hoje, muitos distúrbios do sistema nervoso central, como ansiedade, depressão, confusão mental ou fadiga, estão ligados ao fato de que primeiro precisamos considerar o que está acontecendo com o nosso sistema digestivo", afirma.
Os sinais que pedem atenção
Para Berenguer, o sistema digestivo, embora importante, é silencioso: “O que acontece da boca ao ânus não precisa fazer barulho nem gerar sintomas". Isso significa que qualquer mudança, por menor que seja, deve ser considerada como uma perturbação — como azia, diarreia, inchaço ou prisão de ventre — desse equilíbrio perfeito.
“O nosso corpo tende sempre a buscar o equilíbrio e, quando nos dá um desses primeiros sinais, devemos prestar atenção, pois ainda é tempo de evitar medicamentos ou tratamentos prolongados”, diz a médica.
Ela relembra a importância de se manter hábitos saudáveis como uma dieta equilibrada e o uso de probióticos — com acompanhamento médico — melhoram a função digestiva, garantindo o equilíbrio desse sistema tão importante.
