Mediação dos EUA e restrições a Hezbollah: Veja quais são os principais pontos de cessar-fogo de Israel no Líbano

 

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O acordo de cessar-fogo de 10 dias de Israel no Líbano prevê suspensão de operações ofensivas, mediação dos EUA e medidas do governo libanês para conter o Hezbollah. A trégua, anunciada por Washington, tem início previsto para esta quinta-feira e pretende abrir caminho para "negociações de boa-fé rumo a um acordo permanente de segurança e paz”, segundo o Departamento de Estado americano.

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De acordo com o comunicado divulgado pelos EUA, durante o período inicial, Israel manterá o direito à autodefesa diante de ameaças iminentes ou em curso, mas se compromete a não realizar ações militares ofensivas contra alvos libaneses por terra, ar ou mar.

O governo do Líbano, por sua vez, deverá adotar “medidas significativas” para impedir ataques do Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, contra Israel. O acordo também reforça que apenas as forças oficiais de segurança libanesas estão autorizadas a portar armas no país, em linha com uma antiga exigência israelense pelo desarmamento do grupo.

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Segundo o documento divulgado, Israel e Líbano solicitaram ainda que os EUA atuem como mediadores de novas negociações diretas, com o objetivo de resolver questões pendentes, como a delimitação de fronteiras e a construção de um acordo de paz duradouro. Até o momento, não houve confirmação pública desse pedido por parte dos dois países.

A trégua poderá ser estendida mediante consentimento mútuo, desde que o Líbano demonstre capacidade de exercer sua soberania no território. O governo libanês enfrenta dificuldades históricas para conter o Hezbollah, frequentemente considerado mais poderoso do que as próprias forças armadas nacionais.

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O que o acordo prevê

Início imediato: cessação das hostilidades a partir de 16 de abril, às 17h (horário de Washington), meia-noite no horário local;

Duração inicial: 10 dias, com possibilidade de extensão caso haja avanços nas negociações;

Atuação de Israel: o país mantém o direito à autodefesa, mas suspende operações ofensivas contra alvos no Líbano;

Responsabilidades do Líbano: deve agir para impedir ataques do Hezbollah e de outros grupos armados não estatais;

Segurança interna: apenas forças oficiais libanesas poderão portar armas no país;

Mediação dos EUA: Washington irá facilitar negociações diretas entre Israel e Líbano.

(Com New York Times)