Medellín constrói 'megaprisão' inspirada em modelo adotado por Bukele em El Salvador; conheça

 

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Medellín está avançando com a construção da primeira megaprisão da Colômbia, inspirada no modelo da notória prisão para gangues criada pelo presidente Nayib Bukele em El Salvador, informou a prefeitura local. A prisão terá capacidade para mais de 1.300 detentos sob rígidas medidas de segurança, afirmou Federico Gutiérrez, prefeito da segunda maior cidade do país, que já foi uma das mais violentas do mundo antes da morte do narcotraficante Pablo Escobar em 1993.

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Um funcionário da prefeitura disse nesta sexta-feira que o projeto da megaprisão é inspirado no Cecot (Centro de Confinamiento del Terrorismo - Centro de Confinamento do Terrorismo), a prisão de alta segurança de El Salvador, que tem sido alvo de denúncias de grupos de direitos humanos sobre supostos abusos contra os presos.

A Colômbia junta-se, assim, a outros países latino-americanos, como Equador e Costa Rica, que estão construindo esse tipo de prisão. Mais recentemente, o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, visitou a prisão de Cecot e pediu a Bukele "colaboração" para "aprimorar" o sistema prisional do país.

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Nesta quinta-feira, Gutiérrez visitou o canteiro de obras da prisão, que será financiada com recursos públicos e privados. O líder de direita garantiu que a unidade não será vigiada por funcionários da administração penitenciária nacional, mas por sua própria equipe de segurança.

O prefeito explicou que a prisão, que estará pronta em 2027, contará com sistemas tecnológicos para impedir a comunicação entre os detentos, já que uma das formas mais comuns de extorsão no país tem origem nas prisões. A ideia é que as pessoas encarceradas lá sejam "privadas de muitos privilégios", disse Gutiérrez à imprensa.

Poderosos grupos criminosos atuam em Medellín. A segurança está no centro do debate que antecede as eleições presidenciais de 31 de maio. Os favoritos, segundo as pesquisas, são o senador de esquerda Iván Cepeda — um dos arquitetos da controversa política de paz do presidente Gustavo Petro, que consiste em negociar com grupos armados — e o advogado de direita Abelardo de la Espriella.

De la Espriella, que conta com o apoio do partido do prefeito de Medellín, propõe a construção de megaprisões onde os detentos ficariam "dez andares abaixo da terra", alimentados "com pão e água".