MDB deve liberar diretórios para definir alianças nas eleições de 2026, diz Baleia Rossi

 

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O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), sinalizou que, embora o posicionamento oficial só deva ocorrer após a convenção partidária, a sigla tende a liberar os diretórios estaduais para escolher quais candidatos apoiar nas eleições de outubro. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 3, após dirigentes do partido entregarem uma carta ao líder da sigla pedindo por neutralidade no pleito e independência nos Estados em vez de uma aliança com Lula.

Após a leitura do documento, Baleia afirmou que reconhece as diferenças regionais do partido no país, e que pretende respeitar a "harmonia e pluralidade" entre os membros da sigla.

"Não é só no MDB. Os presidentes dos outros partidos podem até esconder, mas a realidade é que existe uma diferença social, política, regional e do Brasil que é continental", afirma o deputado.

Os dirigentes do partido acreditam que adotar uma posição única poderia atrapalhar as articulações regionais. Baleia indicou que vai acatar o pedido dos diretórios, já que o MDB pretende focar em lançar candidatos próprios para o governo dos Estados e ampliar sua bancada no Congresso Nacional.

"Estamos focados em montar os nossos palanques regionais porque agora essa janela vai ter muita mudança de parlamentares. Então, a gente está focado nisso agora. Nós temos de 8 a 10 candidatos ao governo dos Estados. Nós temos os 15 candidatos, bons candidatos ao Senado. Nós temos condições de crescer novamente, e eleger pelo menos 55 deputados federais. Nós precisamos gastar a energia do partido para que realmente isso ocorra", diz Rossi.

"Agora, claro, a decisão vai ser por convenção", completa. As convenções estaduais do partido já ocorreram, e a convenção nacional deve acontecer entre o final de julho e início de agosto.

Na tarde de terça-feira, os dirigentes de 17 diretórios estaduais do MDB entregaram um manifesto contra a aliança nacional do partido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pedindo por neutralidade nas eleições presidenciais.

Mesmo tendo nomes próximos ao governo federal, como o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o MDB reúne grupos com posições diferentes. Lideranças regionais, principalmente de Estados governados pelo centro ou pela direita, preferem que a sigla se distancie da chapa petista.