Master e juros na pauta: Galípolo vai hoje a audiência no Senado falar sobre escândalo financeiro e política monetária
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa nesta terça-feira de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para prestação de contas periódica da condução da política monetária do país.
Além disso, ele também deve responder a questionamentos sobre o processo de fiscalização do Banco Master, liquidado pela instituição em dezembro de 2025.
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A princípio, a ida de Galipolo estava marcada para terça passada. Porém, o presidente do BC cancelou o compromisso após uma indisposição de saúde, segundo a assessoria.
O regimento do Senado define que o presidente do BC deve prestar contas ao Congresso até quatro vezes ao ano. Na ocasião, Galípolo deve apresentar detalhes do cenário econômico brasileiro, explicar as recentes decisões sobre a Selic, taxa básica de juros, e perspectivas para a inflação.
No fim de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano, mas ressaltou na ata da reunião que vê uma piora nas expectativas no longo prazo com os impactos do conflito no Oriente Médio.
Renan quer saber sobre fiscalização do Master
O presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), já adiantou em sessão no início do mês que Galípolo também será questionado sobre a atuação do BC no caso do Banco Master.
— O Banco Central mandou 23 avisos de irregularidade para o Master e não tomou, ao longo desses anos, nenhuma providencia, salvo a intervenção em dezembro de 2025. Além do mais, o presidente Galípolo fez uma leniência com o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, acusado de praticar irregularidades quando diretor do Banco Santander — afirmou Renan.
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Em fevereiro deste ano, a CAE criou um grupo de trabalho para investigar as fraudes do Master. Segundo Renan, o colegiado ainda não recebeu documentos do BC sobre o processo.
Também no início do mês, os senadores da comissão aprovaram um requerimento para que o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), preste informações e apresente documentos, entre eles os classificados como sigilosos, referentes ao processo de aquisição, pela Caixa Econômica Federal, de carteiras financeiras do Banco de Brasília (BRB), vinculadas ao processo de aquisição do Master.
Também foi aprovado o requerimento para que o presidente do BRB preste informações e documentos relacionados a operações e contratos do banco nos últimos oito anos.
