Martín Anselmi é apresentado no Botafogo e pede time competitivo: 'Isso nunca pode faltar'

 

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O Botafogo apresentou, na tarde desta terça-feira, o técnico Martín Anselmi, de 40 anos, que assinou um contrato com o clube válido por duas temporadas, ou seja, até dezembro de 2027. O comandante argentino chega para substituir Davide Ancelotti e já estreia amanhã, contra o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca.

Uma das palavras mais repetidas por Anselmi na apresentação foi "competir". O treinador não deu detalhes de qual esquema tático pretende usar no Botafogo, mas pregou que quer um time competitivo e que dê o máximo de si durante toda a partida.

— Não gosto de falar de sistema táticos, de números, isso são coisa de vocês (jornalistas). Ao final, gosto de falar de essência. Gosto que minhas equipes tentem ter uma essência dentro de campo. Que seja um ser vivo, que não seja uma equipe que não transmita nada. É isso que a gente de Botafogo temos que entregar. Seja intenso, tenta atacar, tente controlar a partida com a bola, que marque alto. O sistema final é uma posição dentro com de campo. Isso pode mudar o tempo todo. Quero ressaltar a palavra competir, isso nunca pode faltar. Competir, dar o máximo — disse o treinador.

Dono da SAF, Jhon Textor não esteve presenta na coletiva do novo comandante e quem apresentou o argentino foi Alessandro Brito, head de scout do Botafogo, e Léo Coelho, diretor de coordenador de futebol, que falaram sobre o transfer ban sofrido pelo alvinegro. Anselmi também falou sobre o tema que impede o clube de registrar reforços e pediu para que seja solucionado de forma rápida.

— São as pessoas que cuidam do clube no dia a dia. Para que isso funcione, tem duas palavras que não podem falta. Uma é respeito, outra é a verdade. Quando as pessoas mentem, é uma falta de respeito. Creio que o clube nesse sentindo foi muito sincero com a situação atual. Nos enteramos do que passava. Sabemos do que está acontecendo. Estamos consciente. É um tema que não nos toca resolver. Botafogo está treinando, está buscando ser melhor, e ele estão buscando solucionar o problema. Se solucionar, será bom para o Botafogo. Espero que resolvam o mais antes possível — afirmou.

Um episódio inusitado marcou a primeira entrevista de Martín Anselmi. A coletiva foi interrompida por falta de luz no estádio Nilton Santos, onde o evento ocorria. O apagão ocorreu quando o técnico respondia a uma pergunta e pegou a todos de surpresa. A apresentação já durava cerca de 20 minutos.

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Conta com Savarino?

— São coisas que vamos retomando. Todo esse ruído afetam ao clube aos seres humanos. Entendo que isso nunca é bom. Quando ganha, o ruído é lindo e confunde. Vou responder essa pergunta como treinador. Desde o lugar de treinador, quero contar com um jogador como Savarino. Foi importante para os títulos do Botafogo, sei da sua qualidade e sei o que nos pode dar. Como treinador, sou feliz que fique e se conecte conosco. Entendo o ruído em tudo isso, isso afeta o ser humano, mas é um jogador muito importante para o plantel e vai ser ter um papel para nós. São coisas que não controlo, o mercado é incontrolável. Mas queremos que siga sendo o nosso 10.

Por que escolheu o Botafogo?

— Depois da minha saída do Porto, meu corpo técnico teve um tempo sem trabalho. Era o momento de ter uma pausa na carreira. Era um momento de recuperar energia, entender algumas coisas. Nos últimos clubes que passamos, foi tudo muito veloz. Sentimos que era um momento para olhar para nós mesmos e nos reconstruirmos para sermos melhores. Entendemos que não íamos aceitar qualquer proposta. Só aceitaríamos projetos que levaria a nossa carreira para o mais alto. Botafogo apareceu no momento certo. Nos encontrou no momento que já tínhamos muita gana, muita energia para trabalhar. Poderíamos iniciar uma pré-temporada, sabíamos da grandeza do clube. Botafogo nos permite ser prestigiosos. Vamos lutar pelo mais alto porque o Botafogo nos permite lutar pelo mais alto. Acredito que essa energia nos levamos para o projeto.

Botafogo vai priorizar alguma competição?

— Onde o Botafogo estiver, será para ganhar. Não há prioridades, é o dia a dia, partida a partida. Seremos competitivos. Essa é a resposta. Competitivos para ganhar. Não posso pensar no que aconteceu com o elenco anterior. Estamos com este elenco, esses jogadores, com uma intervenção da Fifa que não nos permite contratar e precisamos resolver, porque precisamos de jogadores. O calendário é muito apertado e precisamos de um elenco com mais profundidade. Mas nós focamos em ser competitivos, melhores e ganhar o próximo jogo. Vou ser repetitivo com isso porque me sinto assim. Não posso estar pensando além do treinamento desta tarde e do jogo de amanhã. Depois sobre o que virá a seguir.

Calendário

— O calendário no Brasil é muito apertado. Tem muitas partidas seguidas. Creio que eu gosto de equipes inteligentes. Para recuperar rápido, não é só ser intenso, mas entender como vamos pressionar. Quando recupera a bola, tem que cuidar, se não vamos correr o tempo todo. É um processo sobre como queremos nos defender com a bola para correr menos. É um processo que nos vai levar tempo. Necessitamos ser inteligentes. Nesse processo, vamos tentar evoluir e ser cada vez melhores. Atrás disso tem um trabalho tático e do nosso preparador físico performando quando estamos administrar cargas, descansar como tem que descansar, ser eficiente na logística das viagens. Há muito trabalho atrás de um atleta de alto rendimento.