Marlon Freitas, Alexander Barboza, Jhon Arias, Andreas Pereira e Carlos Miguel. O Palmeiras reúne uma legião de jogadores com passagens marcantes por outros clubes brasileiros, mas que tiveram a imagem arranhada perante as torcidas após suas saídas. A recorrência dessas polêmicas faz com que o alviverde seja visto por muitos torcedores rivais como um time recheado de “traíras”. Essa é a definição que os botafoguenses têm para Marlon Freitas, por exemplo. E o primeiro encontro do jogador com a torcida do Botafogo no Rio desde a ida para o Palmeiras, no início do ano, será neste domingo, no Nilton Santos, pelo Brasileirão. O volante, que era capitão do time campeão da Libertadores e do Brasileirão de 2024, chegou a ser homenageado com um grande bandeirão da torcida ao lado de nomes como Garrincha, Didi e Nilton Santos. Sua imagem, porém, foi retirada após a saída do clube e declarações consideradas desrespeitosas. Quem também não escapa da revolta de parte dos alvinegros é o zagueiro Barboza, que foi para o alviverde no meio deste ano após não chegar a um acordo pela renovação com o clube carioca. Os dois foram campeões juntos em 2024, mas uma idolatria vai além das taças. As idas justamente para o Palmeiras, após a rivalidade entre os times nos últimos anos, dentro e fora de campo, não foram bem aceitas pela torcida. Neste domingo, a recepção no Nilton Santos não deve ser nada carinhosa. Mas não são só os dois ex-alvinegros que têm status de persona non grata no Rio. Jhon Arias também queimou parte de sua idolatria no Fluminense, pavimentada especialmente pelo título da Libertadores de 2024, ao acertar com o Palmeiras. O colombiano dissera que vestiria tricolor caso retornasse ao Brasil. Como mudou de camisa, foi vaiado e chamado de “Judas” pela torcida no Maracanã em jogo no dia 15 de agosto. Já no Flamengo, a insatisfação com Andreas Pereira passa primeiro pelo que ele fez justamente com a camisa rubro-negra — e diante do próprio Palmeiras. O meia acabou sendo o vilão da derrota do Fla na final da Libertadores de 2021 por conta do escorregão que permitiu a Deyverson ficar livre e fazer o gol do título. Tempos depois, Andreas deixou o time carioca e foi para a Inglaterra. Mas seguiu dizendo que tinha o desejo de retornar ao clube para reconstruir sua imagem. Ao voltar para o Brasil, no meio do ano passado, porém, assinou com o Palmeiras. O reencontro com a Nação foi na final da Libertadores, marcada pela revanche rubro-negra após o gol de Danilo. A frase “ninguém morre nos devendo”, associada ao alviverde e a Andreas, deu o tom da provocação nas redes sociais. Por fim, o goleiro Carlos Miguel se destacou pelo Corinthians em 2024 e logo foi vendido ao Nottingham Forest, da Inglaterra. Sem espaço no time inglês, o jogador topou voltar ao Brasil e aceitou a proposta do Palmeiras, grande rival do Timão, para a ira da Fiel. Do gol ao ataque, desafetos não faltam no alviverde.
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Marlon Freitas, Arias, Andreas Pereira: como o Palmeiras se tornou, para rivais, um time de 'traíras'
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