Mário Frias: o que é obstrução de vasos no abdômen, que levou o deputado à UTI

 

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O deputado federal Mário Frias foi internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês de Brasília com um quadro de obstrução de vasos sanguíneos no abdômen após sentir fortes dores na região na manhã da última terça-feira.

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Em publicação nas redes sociais, a equipe do parlamentar afirmou que já foi realizado um procedimento para a desobstrução dos vasos, mas que ainda não há previsão de alta hospitalar.

A obstrução dos vasos sanguíneos costuma ocorrer por dois motivos. O primeiro é pelo acúmulo de placas de gordura nas paredes da artéria, o que causa o estreitamento do vaso e impede a passagem do fluxo de sangue. Esse caso é chamado de aterosclerose.

A segunda causa mais comum é a formação de um coágulo sanguíneo (trombo) no vaso, que também interrompe o fluxo do sangue, um quadro denominado trombose. Essa obstrução pode acontecer em diferentes partes do corpo.

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Quando um coágulo interrompe o fluxo sanguíneo numa artéria do pulmão, por exemplo, ocorre o tromboembolismo pulmonar, também conhecido como embolia pulmonar. Já quando essa obstrução acontece no cérebro, ocorre o acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame.

Ambos os quadros são graves. Isso porque, quando a artéria fica obstruída, a região do corpo irrigada por ela deixa de receber sangue, ou seja, para de ser oxigenada. Com isso, os tecidos começam a morrer.

Indivíduos que têm um histórico de problemas cardíacos, como Frias, estão em maior risco de desenvolver um problema do tipo. O deputado precisou passar por uma angioplastia em 2021, sofreu um infarto (quando o fluxo de sangue para o coração é bloqueado) e foi submetido a outro procedimento do tipo em 2022 e, em 2024, teve uma trombose arterial na perna.

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A angioplastia, popularmente chamada de cateterismo, é um dos principais tratamentos para desobstruir os vasos sanguíneos. Porém, segundo informações da Rede D’Or, cateterismo é o nome apenas do procedimento com finalidade diagnóstica, enquanto a angioplastia é a retirada das obstruções em si.

No cateterismo, é inserido um cateter fino e flexível em uma artéria ou veia, geralmente por meio de uma das artérias localizadas no punho, coxa ou virilha. É considerado um procedimento minimamente invasivo e usado para identificar se há uma obstrução.

Durante esse processo, quando identificado que o vaso está de fato obstruído, pode ser realizada a angioplastia, que envolve inflar um balão acoplado na ponta do cateter para expandir o vaso e restabelecer o fluxo de sangue.

Em seguida, é comum colocar um stent, que é uma estrutura tubular metálica, para manter a artéria aberta e prevenir novas obstruções.

Quando o diagnóstico é de trombose, e não de placas de gordura, o tratamento cirúrgico pode envolver a aspiração do coágulo. Em casos menos graves, podem ser utilizados apenas medicamentos trombolíticos, para dissolver o coágulo, e anticoagulantes, para evitar a formação de novos trombos.

Outros tratamentos cirúrgicos envolvem a criação de um caminho para desviar o sangue do local obstruído e restabelecer o fluxo. A famosa ponte de safena é quando isso é feito para tratar obstruções nas artérias coronárias, que são responsáveis por levar sangue ao coração.