Mario Frias estreou como ator de TV há 30 anos e já interpretou deputado em novela: relembre a trajetória

 

Fonte:


Produtor-executivo do filme "Dark horse" (numa livre tradução para o português, "Azarão"), sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mario Frias voltou a ter seu nome em destaque nos noticiários nos últimos dias devido a conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, segundo mensagens e áudio publicados pelo Intercept Brasil. O dono do Banco Master, preso pela Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa, teria prometido R$ 134 milhões para a feitura do longa-metragem, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados à produção.

'Dark Horse': saiba quem é quem no polêmico filme sobre Jair Bolsonaro

Atores detalham bastidores de cena da enchente em 'Quem ama cuida': 'Tinha muito medo do frio', conta Leticia Colin

Leticia Colin reflete sobre retomada do casamento com Michel Melamed: 'O amor adulto é revolucionário'

Mas muito antes de se envolver em imbróglios políticos reais e de se tornar secretário especial de Cultura do governo de Jair Bolsonaro (2020 a 2022) e deputado federal (PL-SP), cargo que ocupa desde 2023, ainda em sua carreira artística Frias flertou com a política. Em 2004, ele fez um laboratório com o então prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, para entender do assunto. Na época, o ator interpretava na novela "Senhora do destino" o personagem Thomas Jefferson: na trama escrita por Aguinaldo Silva, ele era um jovem demagogo, corrupto e mulherengo. Também egoísta, vaidoso e obcecado por mídia, usava seu mandato em Brasília e seu gabinete apenas para benefício próprio e para abrigar aliados.

Mario Frias em encontro com Cesar Maia, então prefeito do Rio, em 2004: laboratório para "Senhora do destino"

Divulgação

Como ator-galã, a carreira de Mário Frias teve boa repercussão. Há exatamente 30 anos, ele fazia a sua estreia na TV na novelinha "Caça-talentos", estrelada por Angélica na Globo. Na atração, aos 25 anos, ele interpretou o personagem Alex Junior. Em seguida, entre 1997 e 1998, ele emplacou duas participações em "Malhação". Como Escova, formou par romântico de sucesso com a ex-paquita Juliana Baroni, que interpretava a personagem Cacau. A química entre os dois na ficção gerou boatos de que o namoro havia se tornado real, mas a atriz mantinha um relacionamento com o também ator Henri Castelli na ocasião.

Mario Frias fez par com Juliana Baroni em "Malhação", em 1997/98

Marcelo Theobald/Agência O Globo

Depois de emendar o trabalho teen com a novela "Meu bem querer", na pele de Patrício Amoedo, filho mais velho de Martinho (José Mayer), Frias assumiu o papel-protagonista de mais uma temporada de "Malhação", em 1999. Nessa temporada ele era o jogador de polo aquático Rodrigo Chaves e fazia par romântico com Priscila Fantin.

Foi aí que o ator se tornou um dos maiores campeões de cartas da emissora — numa época em que não existiam redes sociais, essa era a principal forma de fãs se comunicarem com seus ídolos. Então líder do ranking de correspondências que chegavam à Globo, o ator desbancou nomes como Thiago Lacerda, Reynaldo Gianecchini e Fabio Assunção, recebendo 800 cartas por semana, em média, de adolescentes a senhoras encantadas com sua beleza. Em entrevistas, ele contou que respondia o carinho das fãs com mensagens à mão e gastava um bom dinheiro postando tudo nos Correios. Então solteiro, o ator surfou na onda do sucesso e faturou também dançando com debutantes em suas festas de 15 anos.

Mario Frias e Priscila Fantin, protagonistas de "Malhação" em 1999

Carlos Ivan/Agência O Globo

Pouco tempo depois, na novela "As filhas da mãe" (2001), trama de Silvio de Abreu em que deu vida ao playboy Diego, filho do personagem Manolo (Tony Ramos), o par romântico com Priscila Fantin foi reeditado, devido ao sucesso. E, na vida pessoal, Frias engatou um romance com Nívea Stelmann, outra jovem atriz admirada na época. O casal era muito festejado na classe artística e requisitado para capas de revistas e eventos. O casamento aconteceu em 2003 e terminou em 2005. Juntos, Frias e Nívea tiveram um filho, Miguel, hoje com 21 anos, que mora nos Estados Unidos com a mãe.

Mario Frias com Nívea Stelmann e o filho do casal, Miguel, em foto de 2010

Divulgação

Em sua primeira temporada na TV Globo, Mário Frias ainda esteve no elenco da minissérie "O quinto dos infernos" e da novela "O beijo do vampiro", ambas em 2002, e da já citada "Senhora do destino". Em 2006, o ator migrou para a Band, onde fez par romântico com Juliana Silveira, a protagonista da novelinha "Floribella", de enorme sucesso entre crianças e adolescentes na época. Na história, ele interpretou o Conde Máximo Augusto Calderão de Alicante, que que começava como inimigo da mocinha, mas acabava vivendo um romance com ela.

Juliana Silveira e Mario Frias em "Floribella": par romântico

Fábio Nunes/Band/Divulgação

De volta à Globo em 2007, Frias agora colocou à prova seu talento como dançarino: participou do quadro "Dança no gelo", do "Domingão do Faustão", exibindo coreografias com a patinação. O ator ficou em terceiro lugar na competição, atrás de Leandro Scornavacca, do KLB, que se sagrou campeão, e do jogador de vôlei Tande, vice. Ainda na emissora carioca, o artista fez participações nas séries "Dicas de um sedutor" e "Casos e acasos", em 2008.

Mario Frias ficou em terceiro lugar no "Dança no gelo", do "Domingão do Faustão", em 2007

Marcelo Theobald/Agência O Globo

No mesmo ano, ele se mudou para a Record TV, onde integrou o elenco da novela "Os mutantes: caminhos do coração". Na novela, ele interpretou Drácula, o líder de uma gangue de vampiros. O personagem se manteve na novela "Promessas de amor", uma continuação de "Os mutantes", em 2009, ano em que ele também fez uma participação como Gastão em "Bela, a feia", na mesma emissora.

Drácula (Mario Frias) e Rodolfo (Lucci Ferreira) em "Os mutantes", da Record TV

Munir Chatack/Record TV/Divulgação

Paralelamente a isso, ainda se arriscou na música: formou a banda Mário Frias e os Mangas, dedicada ao pop- rock. O grupo fez apresentações em casas noturnas do Rio, com um repertório que incluía covers de artistas como Ben Harper e Rihanna. Mas teve vida curta. Em 2010, o artista afirmou que tinha na música apenas um hobby.

A banda Mario Frias e Os Mangas em 2009

Divulgação

Mas Frias ainda se arriscou em outra vertente artística: passou a performar como apresentador. Na RedeTV!, ainda em 2010, ele comandou "O último passageiro", um game show em que três escolas inscritas disputavam uma viagem de formatura. Na mesma emissora, ele ainda apresentou "Super Bull Brasil", em 2012, e "A melhor viagem", em 2019.

Mario Frias apresentou o programa "O último passageiro", na RedeTV!

Divulgação

Nesse meio tempo, em 2014, Frias ainda voltou à Globo para mais uma participação em "Malhação", desta vez na 22ª temporada da atração, como o professor de artes Renê, que povoava o imaginário das alunas.

Mario Frias e Patrícia França em cena de "Malhação", em 2014

Rede Globo/Divulgação

Dois anos depois, o ator retornou à Record TV para fazer a novela bíblica "A terra prometida". Na trama, ele interpretou o rei Adonizedeque, soberano da cidade de Jerusalém e um dos grandes vilões.

Mario Frias como Adonizedeque da novela "A terra prometida", em 2016

Record TV/Divulgação

De volta à versão apresentador, Frias estreou no SBT em 2017 com o programa "Tô de férias". A atração, que mostrava a família dele em pontos turísticos pelo mundo, foi cancelada no meio da segunda temporada.

Seu último trabalho como ator foi na novela "Verão 90", da Globo: durante uma semana, ele interpretou Guilherme Coutinho. Na ocasião, a nostalgia veio à tona: pela primeira vez, Mario Frias contracenou com Nívea Stelmann, sua ex-esposa, formando o par romântico fictício do filme "Verões de areia" dentro da novela.

Nívea Stelmann e Mario Frias na novela "Verão 90": ex-casal se reencontrou e contracenou pela primeira vez

Reprodução de Instagram

Initial plugin text