Marine Le Pen lança candidatura à presidência da França em meio a onda de protestos

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ORLÉANS — A líder da extrema direita ⁠francesa, Marine Le Pen, favorita na corrida presidencial do próximo ano, lançou ⁠formalmente sua candidatura neste domingo prometendo restaurar a ordem e a confiança nacional.Em um ‌momento em que a França atravessa um de seus períodos mais turbulentos dos últimos anos, Le Pen se apresentou como a candidata mais preparada para enfrentar o que classificou como uma combinação ‌crescente de crises econômica, social e de segurança.‘Não estamos vivendo o fim do mundo, mas o fim de um mundo, o mundo deles’, disse ela, em referência a seus adversários políticos.Le Pen escolheu fazer seu primeiro discurso de campanha em Orléans, cidade associada a Joana d’Arc, heroína guerreira do século XV reverenciada por nacionalistas franceses como símbolo de patriotismo e soberania.Diante de uma multidão de apoiadores, ela prometeu ⁠uma ‌política de ‘tolerância zero’ contra o crime e afirmou que restaurar a segurança é o principal dever do ⁠Estado.Leia tambémTrump não pretende assumir controle de eleição estadual, diz procurador-geral dos EUAAutoridades eleitorais de todo o ⁠país disseram à Reuters que estão se preparando para possíveis interferências federais nas eleições legislativas de 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso dos EUAO El Niño que pode bagunçar colheitas, inflação e carteiras pelo mundoO El Niño mais forte da história já tem data para chegar (e os fundos estão se preparando)Os protestos em massa contra o aumento do custo de vida e a desigualdade social, realizados no fim de semana passado, terminaram em episódios de saques e vandalismo.Pesquisa coloca Le Pen na liderançaA turbulência nas ruas parece ter beneficiado Le Pen.

Uma pesquisa de opinião divulgada neste domingo mostrou a líder da extrema direita com entre 32% e 33,5% das intenções ​de voto, bem à frente de seu rival mais próximo, o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon, que aparece com 17%.O levantamento sugere que Le Pen derrotaria Mélenchon com facilidade em ​um eventual segundo turno, previsto para o início de maio.Em uma tentativa de transmitir otimismo, Le Pen estruturou seu discurso em torno do tema de uma ‘Renascença’ nacional.

Segundo ela, a França vive um período de profunda transformação, mas sairá mais forte se adotar sua visão baseada em segurança, prosperidade e renovação.‘Nós dizemos: ‘as coisas eram boas antes, serão melhores amanhã!”, afirmou.Le Pen prometeu endurecer as ‌políticas de imigração, restaurar controles de fronteira, expulsar automaticamente estrangeiros condenados por ​crimes e intensificar o combate a gangues e traficantes de drogas.A própria Le Pen poderá fazer campanha usando uma tornozeleira eletrônica após ter sido condenada por desvio de recursos do Parlamento Europeu.

Ela recorre da decisão judicial.Economia, Europa e unidade partidáriaNa economia, Le Pen prometeu contenção ​de gastos públicos, redução de ​impostos para empresas, menos burocracia e apoio à indústria, à inovação e à inteligência artificial. Também rejeitou novas elevações da idade ⁠mínima de aposentadoria.O congresso partidário foi planejado para demonstrar ​unidade na cúpula da legenda Reagrupamento Nacional.

Jordan Bardella foi reeleito presidente do partido e apresentado como a escolha de Le Pen para o cargo de primeiro-ministro.O discurso de Bardella foi interrompido por ativistas de uma ​união estudantil judaica, que chamaram atenção para recentes acusações de que ele teria feito comentários antissemitas na juventude, acusações que ele nega.Le Pen passou mais de uma década ​tentando transformar o partido herdado de ⁠seu pai, Jean-Marie Le Pen, em 2011, suavizando sua imagem e ampliando seu apelo político para além da base tradicionalmente anti-imigração.Sobre ⁠a Europa, Le Pen evitou defender uma saída da França da União Europeia, mas afirmou que reduzirá a influência de Bruxelas, restaurará o controle nacional sobre fronteiras e leis e colocará os interesses franceses em primeiro lugar, incluindo evitar o envolvimento do país em guerras estrangeiras.‘O futuro nos pertence’, declarou, antes de liderar a multidão que agitava bandeiras francesas no canto do hino nacional.(Reportagem de Juliette Jabkhiro, Lafken Zepeda e Nicolas ​Economou)

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