María Corina Machado se reúne com Trump nesta quinta-feira (15) em Washington

 

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A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz no ano passado, será recebida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca nesta quinta-feira (15).

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A visita acontece em um momento que Trump se recusou a apoiá-la após os ataques militares dos Estados Unidos em Caracas e a captura do então presidente Nicolás Maduro. Hoje, o país é comandado por Delcy Rodríguez, que era vice de Maduro.

Depois da ofensiva americana, Trump afirmou que seria difícil para Machado governar a Venezuela porque ela "não tem o apoio nem o respeito do povo".

Antes do encontro, Maria Corina Machado chegou a sugerir que iria oferecer seu prêmio Nobel para o presidente americano. Em resposta, Trump disse que seria uma "honra" receber a gratificação. O prêmio, no entanto, não pode ser transferido, conforme explicou o Comitê Nobel Norueguês.

Na manhã desta quinta (15), os Estados Unidos anunciaram que apreenderam mais um petroleiro no Mar do Caribe, enquanto os militares continuam a exercer controle sobre o fluxo de petróleo que entra e sai da Venezuela.

A apreensão do navio-tanque, chamado Veronica, foi realizada em coordenação com a Guarda Costeira americana e o Departamento de Justiça. O governo americano já apreendeu seis petroleiros sancionados desde o início de dezembro.

Também nesta quinta-feira, os corpos de 32 soldados cubanos que foram mortos na ofensiva americana na Venezuela chegaram a Cuba para cerimônias militares formais e sepultamentos.

Os cubanos trabalhavam como agentes de segurança de Nicolás Maduro quando ele foi retirado à força do território venezuelano e levado para Nova York para responder por acusações de tráfico de drogas.

Os restos mortais dos soldados serão recebidos com honras militares e levados ao Ministério das Forças Armadas, na capital, Havana, onde a população poderá prestar suas homenagens.

Ainda está prevista a realização de um protesto em frente à embaixada dos Estados Unidos na sexta-feira (16), antes do sepultamento dos corpos.

Acredita-se que este seja o maior número de combatentes cubanos mortos pelas forças armadas dos Estados unidos desde a invasão da Baía dos Porcos, uma tentativa fracassada de derrubar o regime do ex-líder Fidel Castro em Cuba, durante a década de 1960.