Marcos Duprat recebe Luiz Aquila, Monica Xexeo e Luis Sandes em debate na mostra 'Matéria e luz'

 

Fonte:


A Casa de Cultura Laura Alvim (Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema), recebe neste sábado (25), às 16h, o encontro "Uma conversa sobre pintura", com o artista visual Marcos Duprat, de 81 anos (sendo 51 deles de carreira), que assina a exposição "Matéria e luz", em cartaz no espaço até 10 de maio.

Yoshitaka Amano: Criador do visual do game 'Final Fantasy' e de animes como 'Vampire Hunter D' abre mostra no Rio

Rio e São Paulo: De Marte a Macunaíma, Gustavo Caboco leva o olhar wapixana ao Museu do Pontal e à Estação Pinacoteca

O bate-papo conta com a participação do curador da mostra, Luis Sandes, a museóloga Monica Xexeo e o também pintor Luiz Aquila. Na individual, Duprat apresenta 32 obras, incluindo obras da série “Horizontes” (2025) ou o díptico “Águas” (2023). .

Após iniciar sua formação no Atelier Livre do MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio, no fim dos anos 1960, onde teve aulas com mestres como Fayga Ostrower, Aluísio Carvão e Anna Bella Geiger, Duprat obteve o mestrado da American University, em Washington, onde serviu na carreira dialomática a partir de 1974.

Galerias Relacionadas

Um dos amigos que ele conheceu em Washington e levou para a vida foi o poeta, compositor e ex-ocupante da cadeira número 27 da ABL Antonio Cicero (1945-2024). É do irmão da cantora e compositora Marina Lima o texto de apresentação da mostra, escrito para a montagem feita em 2018 no Palazzo Pamphilj, em Roma, e recuperado agora como homenagem ao amigo, que optou por um procedimento de morte assistida na Suíça, aos 79 anos, ao enfrentar problemas relacionados ao Alzheimer.

— Conheci o Cicero quando cheguei a Washington. Ele fazia doutorado em filosofia na Universidade de Georgetown. Ia à casa do pai dele, o doutor Ewaldo (Correia Lima), que era representante no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Lembro da Marina bem jovem, estudando música e muito antenada, antes de voltar para o Brasil — recorda Duprat. — Falei com o Marcelo (Pires, viúvo do poeta) sobre trazer para a mostra o texto dele, é uma oportunidade para o público brasileiro. E uma forma de ter o Cicero aqui com a gente. Ele esteve lá em casa uns cinco dias antes de ir para a Suíça. Ele falava abertamente sobre a doença, mas nesse dia ele estava muito bem. Compreendi totalmente a sua decisão, ele foi lúcido até o fim.