Marcola afirma não conhecer Deolane e se diz indignado com operação, segundo defesa
A defesa do chefe máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC) afirma que Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, não conhece a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, presa na semana passada por suposto vínculo com a facção criminosa.
Segundo Bruno Ferullo, advogado do chefe do PCC, ele esteve com o cliente no dia 25 de maio na Penitenciária Federal em Brasília, e o informou sobre os fatos envolvendo Deolane e o próprio Marcola.
O chefe do PCC, de acordo com a defesa, “manifestou surpresa e indignação”, e disse não conhecer a investigada. Além disso, Marcola negou qualquer participação nos fatos, “bem como a titularidade, direta ou indireta, da transportadora mencionada na investigação”.
Deolane foi presa na quinta-feira (21) por suspeita de lavar dinheiro para o PCC durante a deflagração da operação Vérnix. Segundo a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo, a projeção pública e a estrutura empresarial de Deolane funcionariam como “camadas de aparente legalidade” para ocultar recursos ilícitos.
A prisão da influenciadora expôs, segundo o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil, uma sofisticada engrenagem de lavagem de dinheiro ligada ao núcleo familiar de Marcola. A operação revelou como uma transportadora do interior paulista teria sido usada para movimentar recursos do tráfico e inseri-los no sistema financeiro formal por meio de empresas, depósitos fracionados e contas de terceiros.
A Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva: contra Deolane; Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola; o irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; além de Everton de Souza, apontado como operador financeiro do grupo.
Marcola e Alejandro já estão presos em penitenciárias federais. Deolane e Everton foram detidos, enquanto Paloma e Leonardo são considerados foragidos. Segundo as investigações, ela está na Espanha e ele, na Bolívia. Ambos tiveram os nomes incluídos na Lista de Difusão Vermelha da Interpol.
Em nota, a defesa de Marcola informou também que o cliente se encontra preso desde 1999 e custodiado em penitenciária de segurança máxima federal desde 2019, “em regime de total incomunicabilidade”.
