Márcio Poncio e sobrinho de Adilsinho são alvos da PF

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Nova fase da Unha e Carne mira esquema de ocultação de bensReprodução A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial no Rio de Janeiro.

Os agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão em endereços da Zona Sudoeste da capital fluminense.Entre os alvos estão o pastor Márcio Poncio, que já havia sido preso na quinta fase da investigação e atualmente está em prisão domiciliar, e Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, preso desde Fevereiro em uma penitenciária federal de segurança máxima em Brasília As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, as buscas ocorrem em salas comerciais apontadas como “estruturas operacionais e administrativas do grupo investigado” e em um imóvel residencial ligado a Bernardo , apontado como “um dos principais operadores”.Ainda segundo a Polícia Federal, a ação tem como objetivo recolher documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.PF investiga imóveis de luxo e aeronavesAs apurações identificaram indícios de uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de “laranjas”. A suspeita é de que essas estruturas fossem utilizadas para ocultar a propriedade dos bens e dificultar a identificação dos verdadeiros titulares.

Os investigadores também apontaram o uso recorrente de dinheiro em espécie e movimentações financeiras sem rastreabilidade considerada compatível.Ainda segundo a PF, o grupo teria recorrido a empresas nacionais e estrangeiras, inclusive sediadas em jurisdições com tributação favorecida, para movimentar recursos e ocultar o patrimônio.As investigações também identificaram indícios da possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvincular a titularidade de bens de alto valor.Dados de celular levaram a novos endereçosA nova fase da operação é resultado da análise de informações obtidas após a quinta etapa da investigação. Segundo a PF, dados extraídos de um aparelho celular apreendido na fase anterior revelaram os novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais que estão sendo os alvos da investigação.

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