Em cartaz até o dia 7 de junho na Sala dos Archeiros no Paço Imperial, no Centro do Rio, a individual "O que sustenta", de Marcelo Silveira, terá neste sábado (30), às 14h30, a presença do artista para uma conversa aberta com o crítico Walter Arcela.
A exposição traz 50 obras da série “V.A.R.A.S.” (2021/2025), feitas a partir de madeiras recolhidas no espaço público e trabalhadas pelo artista, que ficam suspensas, presas ao teto por fios. No chão, estão trabalhos da série “Novelos” (2023/2025), 300 peças formadas por fibras de linho encontradas por Marcelo Silveira em um depósito em ruína da extinta fábrica Braspérola, em Camaragibe, Pernambuco. A mostra ainda conta com "Tudo certo" (2017), o áudio com dezenas de vozes de integrantes do coral da cidade.
O artista pernambucano Marcelo Silveira
Alexandre Cassiano
— Chamo esse material (de “V.A.R.A.S.) de “madeira sem lei”, que são peças de jacarandá, imbuia, cedro, de móveis antigos que foram descartados. Na série, elas criam uma caligrafia suspensa no ar. E, quando chamamos esse tipos de madeira de lei, a “lei” era do Império, que instituía o que poderia ser usado ou não — explica Silveira.
