Coordenador da campanha do Lula, o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) disse nesta quinta-feira (29/10) que o campo progressista vai trabalhar para manter a unidade das forças políticas vencedoras das eleições deste ano no Amazonas. Ramos se refere às reeleições de Lula e do senador Eduardo Braga (MDB), e à eleição do senador Omar Aziz (PSD) ao governo estadual.
“As bases de Lula, Omar e Eduardo estiveram juntas nessa campanha e faremos todos os esforços para que estejam juntas em 2028”, disse ele ao BNC Amazonas. Lula venceu no Amazonas com 1.145.783 votos (54,02%) contra 975.245 votos (45,98%) de Flávio.
Na capital, o filho 01 de Jair Bolsonaro derrotou o presidente por 657.892 votos (55,83%) contra 520.418 votos (44,17%), uma diferença de 137.474 votos “Primeiro é importante dizer que comparado com a eleição de 2022 aumentamos em quase 100.000 votos a eleição do presidente Lula em Manaus e diminuímos em 10 pontos percentuais a diferença.
Vamos vencer em Manaus as próximas eleições”, prevê o ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados. Sobre um nome para disputar a prefeitura, inclusive o seu, Ramos se esquiva: “Não se fala em candidatura neste momento”.
“Penso que abrimos um novo tempo para o campo progressista e democrático na política do Amazonas e, em especial, em Manaus”, afirma Marcelo, que foi pré-candidato ao Senado e abriu mão para coordenar a campanha do presidente. Revigorado
O coordenador diz que sai da campanha revivendo a militância no movimento estudantil. “Eu vivi o momento mais bonito da minha história de vida pública, rejuvenesci 30 anos, não quero confundir isso com candidatura.
Eu lutei, como nunca lutei nem nas minhas próprias campanhas, e fiz isso por convicção de que era o meu papel nesse momento da história”, reflete. Para ele, o balanço principal é de que foi uma campanha ganha pelo povo na rua mobilizado.
“O interior se mobilizou espontaneamente em gratidão ao legado do presidente Lula. Mas a grande novidade foi a mobilização em Manaus em torno da defesa da democracia e dos direitos sociais do povo.
Em Manaus a juventude foi a construtora da vitória”, considera. Leia mais
Omar Aziz e Alessandra comandam pessoalmente transição de governo Sobre as lições da campanha, Marcelo diz que a primeira delas é confiar na juventude, de permitir que eles tenham protagonismo e assumam as suas pautas.
“Também devemos entender que um partido só se sustenta quando está atento e ligado às lutas do dia a dia do povo. O partido precisa ser vivo e presente, precisa ser algo que o povo sabe que pode contar para lutar ao seu lado”, aposta.
Futuro político Marcelo diz que não há negociação para ocupar cargos nos governos de Aziz ou de Lula e que a prioridade no momento é partidária.
“Meu papel prioritário é manter acesa a chama no coração dessa juventude e ajudar a fortalecer o PT como partido verdadeiramente identificado e representativo dos anseios do nosso povo. Eu não penso em governos”, diz.
“Sou um militante político com cargo público ou não. Então, o único papel que tenho certeza que terei nos governos será de manter estes governos sensíveis às agendas que mobilizaram as pessoas nas ruas”, acrescenta.
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