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Manuela d'Ávila lança plataforma para militância ao som de clássico de 'Rocky Balboa': 'Nossa luta é a de ideias'; vídeo

 

Fonte: Bandeira



A ex-deputada Manuela d'Ávila (PSOL), pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, realizou um evento em Porto Alegre, neste sábado, para lançar uma plataforma voltada para a mobilização de sua militância. Ela entrou no palco com luvas de boxe e ao som de “Eye of the Tiger", música que integra a trilha sonora do filme "Rocky Balboa". De acordo com Manuela, o objetivo da campanha é travar uma grande luta "no campo das ideias".

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— Luta contra a extrema-direita. Luta pela democracia, pela ciência, luta pelo SUS, luta pelo Brasil, luta pelo Rio Grande, luta pela paz, luta pelas crianças, luta pela creche, luta pelo fim de todas as guerras, luta pela soberania nacional, luta pelas mulheres, pelas meninas, pelas pessoas negras, pela juventude — disse Manuela, ao ingressar no evento realizando golpes de boxe.

Assista ao vídeo:

Manuela d'Ávila lança plataforma para militância e invoca 'Rocky Balboa'

Intitulada "Agora é com a gente", a plataforma faz com que os apoiadores possam acompanhar o cronograma dos atos de campanha. Os militantes também podem realizar doações pela ferramenta, além de divulgar e realizar as próprias atividades.

— Nos disseram que a luta vai ser grande, mas não vai ser essa luta, não vai ser a luta dos nossos atletas de boxe, a nossa luta é a luta de ideias. Aqui, a luta é para furar a nossa bolha e alcançar mais e mais pessoas — completou Manuela.

Conforme a última divulgação da pesquisa Genial/Quaest, no mês passado, Manuela lidera a corrida pelo Senado no estado. Ela aparece com 14% das intenções de voto, seguida pelo ex-governador Germano Rigotto (MDB), com 12%.

Manuela integra a chapa encabeçada por Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) ao governo, que compareceram ao evento deste sábado, além do deputado Paulo Pimenta (PT) que disputará a outra vaga ao Senado.

Corrida eleitoral

Em terceiro lugar na disputa pelo Senado, aparecem os deputados federais Pimenta e Marcel Van Hattem, do Novo, com 9% das intenções de voto. Além de Van Hattem, o outro nome bolsonarista na disputa é o deputado Ubiratan Sanderson (PL), que aparece em quarto lugar, com 7%.

Brizola lidera a disputa ao governo do Rio Grande do Sul, conforme a Genial/Quaest. Ela aparece com 24% das intenções de voto, contra 21% do deputado federal Luciano Zucco (PL). Devido à margem de erro de três pontos percentuais, eles estão tecnicamente empatados. Já o vice-governador Gabriel Souza (MDB), escolhido como o nome à sucessão de Eduardo Leite (PSD), está na terceira colocação com 6%.

Já nos cenários testados em segundo turno, a vantagem de Juliana sobre Zucco é ampliada. Ela aparece com 35% das intenções de voto, contra 27% de Zucco. A pedetista também está à frente de Souza, com os mesmos 35%, enquanto o vice-governador possui 17% das intenções de voto.

Chapas definidas

O Rio Grande do Sul possui as três principais chapas majoritárias já definidas. Zucco terá a deputada estadual Silvana Covatti (PP) como pré-candidata a vice-governadora, além dos deputados federais Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) ao Senado. Além dos partidos Novo e PP, o parlamentar também conta com o apoio formal de Podemos e Republicanos.

Zucco lançou oficialmente sua pré-candidatura no dia 12 de abril, em evento que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que terá no parlamentar o seu palanque no estado.

Souza, por sua vez, encaminhou como vice o deputado estadual Ernani Polo (PSD). O ex-governador Germano Rigotto (MDB) e o líder do governo na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes (PSD), completam a chapa como pré-candidatos ao Senado.

Com a mudança de rumo de Leite — que decidiu permanecer no cargo até o final de seu mandato após ser preterido pelo PSD como o nome do partido à Presidência —, Souza, que está atrás dos adversários nas pesquisas, perdeu a oportunidade de ter a máquina até as eleições, o que lhe permitiria ampliar a capilaridade no estado e buscar consolidar costuras de olho em uma candidatura mais forte. Sua campanha, no entanto, diz não ver "prejuízo" na permanência, e aposta em uma chapa com "ampla representatividade política e regional".