O manifesto “Proibir não é proteger”, promovido pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), voltará aos estádios do Campeonato Brasileiro neste fim de semana.
A campanha terá mensagens nas placas de publicidade de 10 partidas da 31ª rodada, além de estampas nos uniformes de São Paulo e Flamengo.
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A ação nas placas começou na sexta-feira (16) e, desta vez, também divulgará frases da campanha “Aposto que você não sabia”, que reúne informações sobre o mercado de apostas no Brasil.
Entre as mensagens estão “Proteção de verdade começa com regras”, “O Brasil proibiu e o mercado ilegal invadiu” e “Regulamentar é proteger”.
Neste sábado (17), os jogadores do São Paulo usaram camisas com a frase “Proibir não é proteger” na partida contra o Vasco, no Morumbi. No domingo (18), a mensagem estará no uniforme do Flamengo, no confronto com o Bahia, às 18h, na Arena Fonte Nova.
Reação à MP
A mobilização é uma reação à Medida Provisória 1.394/2026. As entidades defendem que a proibição das apostas regulamentadas pode ampliar a atuação de sites clandestinos e reduzir a proteção aos consumidores.
A campanha também aponta possíveis impactos nos investimentos em clubes e competições e na arrecadação destinada a políticas públicas.
“Estamos levando essa mensagem aos estádios porque a população precisa saber o que está em jogo. A proibição não fez a procura por apostas desaparecer. A proibição abriu espaço para o mercado ilegal, retirou as proteções de quem aposta e enfraqueceu os mecanismos de monitoramento e combate à manipulação de resultados esportivos. Proteger o consumidor e a integridade do esporte exige regras, fiscalização e combate à clandestinidade. É esse debate que queremos ampliar com a campanha”, afirmou Carlos Lima, presidente-executivo do IBJR.
Segundo Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, a retirada do mercado regulamentado deixaria os apostadores mais expostos a plataformas ilegais.
“Os jogos do Brasileirão têm grande visibilidade e alcance. Por isso, mais uma vez estamos levando a nossa mensagem sobre as consequências da extinção de forma abrupta e injustificada do mercado regulado. A principal delas é a ausência de proteção aos apostadores, que continuam sob os riscos de mais de 30 mil sites ilegais de apostas ativos no país”, disse.
Combate à ilegalidade
O manifesto também alerta para o uso de plataformas clandestinas em crimes como lavagem de dinheiro, golpes digitais e exploração de menores de idade. As entidades afirmam que a regulamentação, acompanhada de fiscalização, pode contribuir para enfrentar problemas como o endividamento das famílias e o jogo compulsivo.
IBJR e ANJL dizem estar abertas à discussão de mudanças nas regras do setor com o Congresso Nacional e a sociedade civil. Entre as medidas defendidas estão o reforço no combate aos sites ilegais e o aprimoramento dos mecanismos de proteção à saúde mental dos apostadores.
Folha de Pernambuco