Dezenas de manifestantes continuam ocupando o centro de Lisboa e Porto com barracas nesta segunda-feira. Eles protestam contra o aumento dos preços da moradia em Portugal e acusam o governo de não tomar uma atitude diante da crise habitacional e de facilitar os despejos de inquilinos por meio de uma reforma do mercado de aluguel. Apesar da pressão das autoridades, os protestantes não pretendem desmontar o acampamento e convocam greve geral em novembro. Contexto: Milhares vão às ruas em mais de 50 cidades da Espanha contra crise de moradia após Congresso rejeitar medidas emergenciais Quer morar fora? Guia interativo reúne informações sobre 36 países Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Maria João Calisto, que é uma das porta-vozes do grupo que está no Porto, há cerca de 10 dias, declarou ao Jornal Público que os organizadores apresentaram um pedido oficial para realizar as manifestações entre 21 de outubro e 31 de dezembro. Além do local, os manifestantes também convocaram uma mobilização na Península Ibérica, em parceria com um movimento na Espanha, e pedem que os sindicatos realizem uma greve geral em 11 de novembro. As autoridades afirmam que os manifestantes podem responder judicialmente. Entretanto, as centenas de ativistas se recusam a desmontar os acampamentos.
Na vizinha Espanha, o Parlamento aprovou uma reforma para acelerar os despejos de inquilinos inadimplentes, dentro de um pacote de flexibilização das regras do mercado de aluguel. O que tem gerado uma onda de protestos contra a medida. Há três semanas, um acampamento foi desmontado na Praça Puerta del Sol, em Madri, depois dos protestos que exigiam medidas contra a crise da moradia. Devido a mobilização pública, o governo socialista de Pedro Sánchez antecipou as eleições para 29 de novembro.
O Globo