Manifestação na UFRJ: estudantes de 98 cursos aderem a paralisação por melhorias no restaurante universitário e em políticas de permanência

 

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Estudantes e funcionários da UFRJ se manifestam, nesta terça-feira (19), por melhorias no restaurante, nas salas de aula e nas políticas de permanência universitários. A decisão foi deliberada na Assembleia Estudantil da Escola Politécnica, na Cidade Universitária, na Ilha do Governador e atinge 98 cursos. A paralisação estudantil também pede a implementação do Protocolo de Segurança, da substituição da empresa que gere o restaurante e a reversão do corte de bolsas do inicio do semestre.

Em abril deste ano, o perfil do DCE da UFRJ nas redes sociais mostrou alimentos mofados servidos pela empresa que tem a licitação para servir no restaurante universitário, a Nutryenerge Refeições Industriais. Ratos e baratas também foram fotografados pelos alunos da Ilha do Fundão.

Em abril de 2026, estudantes da UFRJ mostraram que pães mofados foram servidos no badejão, gerido pela Nutryenerge Refeições Industriais Ltda, que tem a licitação para servir no restaurante

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Outra reivindicação é por celeridade na investigação de um caso de assédio de um professor contra quatro alunas do Instituto de Matemática. As vítimas foram à Ouvidoria da UFRJ e, em seguida, registraram Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

Centros Acadêmicos e DCE marcaram um ato unificado no Edifício Jorge Machado Moreira (JMM), na Cidade Universitária. Em seus perfis em redes sociais, outros representantes de célular da universidade informaram que não apoiam algumas formas de protesto. Uma assembleia estudantil está prevista para o início da tarde desta terça no Prédio da Reitoria do Fundão. Às 15h, um protesto unificado de paralisação estudantil, junto à greve dos Técnicos Administrativos em Educação, que desde março se manifestam contra atrasos salariais, será realizado na Reitoria, na Ilha do Fundão. As manifestações previstas nos campi da UFRJ na Praia Vermelha, na Zona Sul do Rio, e no da Granja dos Cavaleiros, em Macaé, estão previstas para as 17h.

Nesta terça, no campus da Praia Vermelha, na Zona Sul do Rio, as portas de alguns prédios que abrigam salas de aula amanheceram trancadas e com barricadas bloqueando o acesso.

O Centro Acadêmico Stuart Angel (CASA), de Ciências Econômicas, comunicou "que não possui qualquer relação com os piquetes realizados nos espaços acadêmicos", embora apoie "o movimento estudantil e à paralisação organizada em defesa de melhorias na alimentação universitária, especialmente na luta por um bandejão de qualidade, acessível e digno para todos os estudantes". A célula diz ainda entender "a permanência estudantil como é um direito fundamental e a mobilização como um instrumento legítimo de reivindicação".

"Seguiremos defendendo o diálogo, a mobilização democrática e a construção coletiva de soluções para os problemas enfrentados pelos estudantes da UFRJ", publicaram.