'Mangaratiba': Conheça o novo navio de guerra brasileiro lançado pela Marinha nesta segunda; veja fotos
A Marinha do Brasil lançou, na manhã desta segunda-feira, o novo Navio-Patrulha (NPa) "Mangaratiba". As embarcações do tipo atuam de forma estratégica na proteção do patrimônio nacional por meio do mar e dos rios, e estão distribuídas em todo o território. A cerimônia de lançamento ocorreu no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) e contou com a participação do ministro da Defesa, José Múcio.
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O Mangaratiba (P-73) é o quarto navio da "Classe Macaé" (P-70). Além deles, também há o "Macau", também de P-71, e o "Maracanã", chamado de P-72. Segundo a Marinha, a nova embarcação "contribuirá significativamente para o setor operativo da Marinha e para a proteção dos interesses nacionais no mar".
Conheça o navio
O NPa Mangaratiba possui 54,2 metros de comprimento e comporta uma tripulação de até 43 militares. Seu raio de ação é de mais de quatro mil quilômetros — 2.500 milhas náuticas — em velocidade de cruzeiro.
Navio Mangaratiba em construção no AMRJ
Divulgação/Marinha do Brasil
De acordo com a quantidade de mantimentos, água e demais suprimentos, isso corresponde a aproximadamente seis dias de autonomia, conforme a Marinha. A construção faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.
O mesmo projeto também está em curso para a construção de outra embarcação da classe, batizada de "Miramar". Eles serão utilizados para a prevenção de ilícitos marítimos e fluviais, além de atuarem na prevenção da poluição ambiental.
Navio-Patrulha "Macaé" em atuação em 2025
Divulgação/Marinha do Brasil
Fragata de última geração
A Marinha também incorporou, na última sexta-feira, a primeira fragata da classe Tamandaré, uma das principais apostas da força na modernização da esquadra. No evento, um Memorando de Entendimento foi assinado prevendo a entrega de mais um lote de navios, dobrando para oito a quantidade de fragatas previstas. É a primeira fragata construída no Brasil desde 1980.
A Marinha afirmou que a incorporação do Tamandaré é "um salto tecnológico" para a força. Fruto de uma parceria tecnológica com a Alemanha, as fragatas Tamandaré tem "capacidade de atuar contra ameaças de superfície, aéreas e submarinas", sendo equipadas com sensores e armamentos modernos.
Fragata Tamandaré foi incorporada à Marinha nesta sexta-feira
Primeiro-Sargento Ferreira/Marinha do Brasil
Também contemplada pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a primeira fragata começou a ser produzida em setembro de 2022, tendo passado por testes entre agosto e dezembro do ano passado. A previsão é que as próximas fragatas da classe, batizadas de Jerônimo de Alburquerque, Cunha Moreira e Mariz e Barros, sejam incorporadas em 2027, 2028, e 2029, respectivamente.
Segundo a Marinha, essa primeira fragata "terá papel importante na proteção da Amazônia Azul, sendo essencial para o monitoramento e controle do espaço marítimo, para a defesa das ilhas oceânicas, proteção de estruturas críticas e para salvaguarda das comunicações marítimas de interesse nacional".
