Mancini volta à seleção italiana sob críticas e com missão de encerrar trauma dos Mundiais: 'O que ele fez foi muito grave'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Roberto Mancini está de volta ao comando da seleção italiana. Campeão da Eurocopa de 2021, o treinador foi anunciado como novo técnico da Azzurra e terá a missão de reconstruir uma das maiores potências do futebol mundial, que vive a pior crise de sua história recente após ficar fora de três Copas do Mundo consecutivas. Endrick reaparece no Real Madrid e inicia disputa por espaço com Mourinho Destaque do Paraguai na Copa, Orlando Gill mantém boa fase e reforça expectativa por Europa A segunda passagem de Mancini, porém, começa longe da unanimidade. O treinador ainda convive com as críticas pela forma como deixou a seleção em 2023, quando pediu demissão poucos dias antes de compromissos oficiais para aceitar uma proposta milionária da Arábia Saudita. O episódio segue sendo lembrado por dirigentes, ex-jogadores e parte da torcida italiana. Um dos principais críticos é o ex-treinador Fabio Capello, que voltou a condenar a decisão de Mancini. — Não questiono a capacidade dele como treinador, mas o que fez foi muito grave. É difícil entender como alguém deixa a seleção nacional daquela forma para ir ganhar dinheiro na Arábia Saudita — afirmou Capello em entrevista à Gazzetta dello Sport. A primeira passagem de Mancini pela Itália ficou marcada por extremos. Após assumir a equipe em 2018, ele liderou um processo de renovação que culminou na conquista da Eurocopa de 2021, em Wembley, contra a Inglaterra. Sob seu comando, a seleção estabeleceu uma sequência histórica de 37 partidas de invencibilidade, recorde que só foi superado recentemente pela Espanha. O prestígio, no entanto, sofreu um duro golpe poucos meses depois. Em março de 2022, a derrota para a Macedônia do Norte na repescagem eliminou a Itália da Copa do Mundo do Catar, repetindo o fracasso de 2018 e aprofundando a crise do futebol italiano. Mesmo após a eliminação, a Federação Italiana manteve a confiança no treinador. A relação, porém, terminou em agosto de 2023, quando Mancini comunicou sua saída por e-mail antes de assumir a seleção da Arábia Saudita, movimento que gerou forte repercussão no país. Apesar da resistência, a Federação Italiana acredita que Mancini é o nome ideal para liderar uma nova reconstrução. O presidente da FIGC, Giovanni Malagò, confirmou que o projeto passa por acelerar a integração de jovens talentos, marca registrada da primeira passagem do treinador. Entre 2018 e 2023, Mancini promoveu diversos jogadores antes mesmo de eles se consolidarem na Serie A, como Nicolò Zaniolo e Sandro Tonali. A expectativa é repetir a estratégia para formar a base da equipe que disputará as Eliminatórias da Eurocopa de 2028 e, principalmente, da Copa do Mundo de 2030

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