Mancini admite erro na saída da Itália e faz promessa em retorno à seleção
Roberto Mancini foi apresentado nesta quarta-feira como novo técnico da seleção italiana e aproveitou a primeira entrevista coletiva para tentar encerrar a polêmica que marcou sua saída do cargo em 2023.
De volta ao comando da Azzurra, o treinador reconheceu falhas na condução do episódio, lamentou o afastamento de três anos e afirmou que seu principal objetivo é recolocar a Itália entre as principais seleções do mundo.
"Vou poupar vocês do trabalho e antecipar o assunto.
Sobre o que aconteceu comigo alguns anos atrás, houve uma falha de comunicação com o presidente Gravina.
Se tivéssemos conversado, tudo teria sido diferente.
Lamento muito.
Para mim, vestir a camisa da seleção sempre foi algo muito importante.
Fiquei triste por tê-la perdido e por esses três anos longe.
Mas, agora, o destino me deu a oportunidade de recomeçar.
Quero recolocar a seleção italiana no lugar que ela merece", afirmou Mancini.
A reapresentação do treinador acontece em um momento delicado para o futebol italiano.
Campeã da Eurocopa em 2021 justamente sob o comando de Mancini, a Itália vive uma crise de resultados e ficou fora das últimas três edições da Copa do Mundo, sequência que aumentou a pressão por uma reconstrução da equipe nacional.
Mancini substitui Gennaro Gattuso, que deixou o cargo após o fracasso da equipe nas Eliminatórias, e terá ao seu lado Claudio Ranieri, apresentado como novo diretor técnico da Federação Italiana.
O cargo foi criado após a saída de Paolo Maldini.
Questionado sobre a reação dos torcedores ao seu retorno, o treinador admitiu compreender a resistência de parte da torcida, mas acredita que os resultados poderão mudar esse cenário.
"Entendo que alguns sejam contra, mas vou tentar tornar a seleção tão boa que os torcedores me perdoem", disse.
O novo comandante também destacou que a renovação da equipe passará pelo fortalecimento de jovens jogadores.
Para ele, a Itália possui talentos capazes de recolocar a seleção em alto nível, desde que recebam confiança e oportunidades.
"Quando você é o técnico da seleção, sempre há pressão.
Você precisa fazer o trabalho.
Acho que existem alguns bons jovens italianos por aí.
É preciso confiar neles e deixá-los jogar.
Se você se lembra do Zaniolo quando ele chegou, ele nem jogava na Série B.
No primeiro período de treinos, ele estava com dificuldades; depois de três meses, era um jogador diferente.
Esse é o objetivo: identificar os melhores jogadores e ajudá-los a se desenvolver."
Por fim, Mancini reafirmou que retorna à seleção determinado a iniciar um novo ciclo e recolocar a Itália entre as protagonistas do futebol internacional.
"Estou aqui para trazer a Itália de volta ao lugar que ela merece.
Independentemente do que aconteceu em 2023, o objetivo é sempre vencer e jogar bem.
Estou convencido de que os jogadores estão à altura e que são bons, especialmente os jovens", concluiu.
