Malásia amplia repressão digital e bloqueia aplicativos de encontros para público LGBTQIA+

 

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O governo da Malásia bloqueou, na última quarta-feira, o acesso de usuários do país a aplicativos de relacionamentos LGBTQIA+ como Grindr e Blued. A medida foi anunciada pelo Ministério das Comunicações, que também afirmou que irá buscar medidas legais para proibir os aplicativos nas lojas oficiais dos aparelhos.

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Segundo o ministro Fahmi Fadzil, o governo estará empenhado para que o ambiente digital do país fique de acordo com suas normas e leis.

— A Comissão de Comunicações e Multimídia da Malásia também tomará medidas contra conteúdo ou funções de aplicativos que violem as leis locais. Isso inclui aqueles que disseminam conteúdo obsceno ou imoral, exploração, abuso, golpes, exploração de crianças ou ameaças à segurança pública — afirmou.

O acesso aos aplicativos foi bloqueado no país, mas ainda não houve remoção das lojas oficiais

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Ainda de acordo com o ministério, a remoção dos softwares de dentro das lojas não ocorreu ainda por se tratarem de serviços comandados por empresas de países estrangeiros, com legislações diferentes da vigente no país asiático.

— O controle sobre os aplicativos em plataformas como Google Play e Apple Store está sujeito às regulamentações e políticas estabelecidas pelos respectivos provedores, uma vez que ambos os aplicativos pertencem a empresas estrangeiras que operam fora da Malásia — disse Fahmi.

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Repressão na Ásia

Um relatório do banco de dados mundial da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA) revela que mais da metade dos países asiáticos possui leis que restringem conteúdo relacionado à comunidade LGBTQIA+. Aplicativos voltados para o público também foram banidos em países como Catar, Arábia Saudita, China e Emirados Árabes Unidos.

Na Malásia, as penas e ações contra pessoas da comunidade vêm sendo recorrentes. Em novembro do ano passado, autoridades prenderam 208 homens após uma operação policial em uma sauna exclusiva para homens na capital, Kuala Lumpur, sob a alegação de "atividades imorais". Foi a maior repressão policial a um espaço homossexual desde a operação realizada em 2022 no evento drag "Shagrilla", na mesma cidade.